O mercado de crédito para automóveis atingiu um patamar histórico no Brasil. No último ano, o financiamento de veículos somou mais de 7,3 milhões de unidades, o que representa um crescimento de 2% em comparação a 2024. O grande propulsor desse índice foi o mercado de usados, que responde por mais de 60% do total de operações, acumulando quase 5 milhões de unidades negociadas.
A modalidade é a principal alternativa para consumidores que buscam trocar de veículo sem descapitalização imediata. Em concessionárias do setor, o financiamento chega a representar 70% das vendas totais, abrangendo desde modelos zero quilômetro até seminovos com menos de cinco anos de uso. Segundo Marcos da Silva Ramos, diretor da Fenabrave-PR, essa movimentação é essencial para o segmento e funciona como um motor para a economia nacional.
Planejamento e cautela com juros
Apesar da facilidade de acesso ao crédito, a recomendação é de cautela antes da assinatura do contrato. Para o casal Jorge Luiz Barão, a estratégia foi buscar modelos mais econômicos com parcelas que se ajustassem ao orçamento, visando garantir a mobilidade sem comprometer a saúde financeira.
Especialistas alertam que o consumidor deve olhar para além do valor da prestação mensal. A taxa de juros é o principal fator de encarecimento do bem a longo prazo e deve ser comparada entre diferentes instituições financeiras.
Custos além das parcelas
O economista Dilmar Gottchefski Júnior ressalta que o planejamento financeiro para a compra de um carro deve incluir os custos fixos e variáveis que acompanham o veículo.
- Impostos e taxas: IPVA e licenciamento anual devem ser provisionados.
- Seguro: Essencial para a proteção do patrimônio, o valor do seguro varia conforme o modelo e perfil do condutor.
- Manutenção e combustível: Gastos contínuos que impactam diretamente o orçamento mensal.
A análise criteriosa se o veículo está dentro do padrão de vida da família evita que o sonho do carro novo se torne um problema de endividamento.
Portal Paraíba com BAND.COM

