O Sindicato dos Bancários da Paraíba (Sintrafi-PB) anunciou uma greve por tempo indeterminado dos funcionários do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal. A paralisação está prevista para começar à zero hora da próxima quinta-feira (10) e deve atingir agências das duas instituições em todo o estado.
A decisão foi tomada após os trabalhadores rejeitarem as propostas apresentadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa durante Assembleia Geral Extraordinária, realizada de forma remota nos dias 3 e 4 de setembro.
Segundo dados divulgados pelo Sintrafi-PB, a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi aprovada por 74,94% dos funcionários dos bancos privados. No Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o índice de aprovação foi de 63,70%, enquanto no Banco de Brasília (BRB) chegou a 89,29%.
Entre os funcionários do Banco do Brasil, a proposta foi rejeitada por 77,38% dos votos válidos. Na Caixa Econômica Federal, o percentual de rejeição foi ainda maior, chegando a 93,58%. Além de recusarem as propostas, os trabalhadores das duas instituições aprovaram a paralisação das atividades a partir de 10 de setembro.
O sindicato afirma que as condições apresentadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa foram consideradas insuficientes pela categoria, principalmente diante das propostas negociadas com outras instituições financeiras.
Em declaração divulgada pelo Sintrafi-PB, o presidente da entidade, Lindonjhonson Almeida, afirmou que a greve foi aprovada após os trabalhadores avaliarem que as negociações não resultaram em uma proposta satisfatória.
De acordo com o dirigente, a paralisação será utilizada como instrumento de pressão para que as negociações sejam retomadas e novas propostas sejam apresentadas à categoria.
“Infelizmente, os representantes do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal tiveram tempo suficiente para elaborar uma contraproposta decente a quem se entrega de corpo e alma ao trabalho que resulta em lucros cada vez maiores, mas não ofereceram sequer uma proposta aceitável. Somos feitos de esperança e movidos pela luta e pleiteamos apenas o que nos é devido. Se não veio pela via negocial, vamos usar nossa arma constitucional, que é a greve!”, declarou Lindonjhonson Almeida.
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