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Projeto Cordel Coletivo promove educação, cultura e identidade em Boa Ventura
Nos dias 16 e 17 de junho de 2026, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Emília Diniz Alvarenga, localizada no município de Boa Ventura, no Sertão da Paraíba, foi palco de uma importante ação de incentivo à educação e à cultura popular: a realização do Projeto Cordel Coletivo na Escola.
A atividade reuniu 21 estudantes da instituição em uma experiência de criação literária inspirada na tradição da literatura de cordel, manifestação cultural profundamente enraizada na identidade nordestina. O trabalho foi desenvolvido sob a direção do gestor escolar José Ramacker Ítalo Cartaxo da Cruz e contou com a mediação dos professores Athirson Carvalho e Érika Diany Correia Prudêncio.
Idealizado e coordenado pelo poeta, cordelista, oficineiro, locutor de rádio, fotógrafo, eletricista, professor de Matemática e escritor Hosmá Passos, o projeto proporcionou aos alunos a oportunidade de conhecer, valorizar e produzir textos em cordel, fortalecendo os laços entre a educação e a cultura popular. A ação contou ainda com a valiosa colaboração da servidora Karla de Souza Silvino.
O Projeto Cordel Coletivo na Escola é resultado de uma parceria entre as Secretarias Municipais de Turismo e de Educação de Boa Ventura, representadas pelo secretário de Turismo, Alexandre Magno da Silva Alvarenga, e pela secretária de Educação, Sandra Maria Nascimento Freitas.
Mais do que uma atividade pedagógica, a iniciativa constitui um importante instrumento de valorização da memória, das tradições e dos saberes do povo nordestino. Ao estimular a leitura, a escrita, a criatividade e o sentimento de pertencimento cultural, o projeto contribui para a formação de estudantes mais conscientes de sua história, de suas raízes e de sua identidade.
A experiência reafirma a relevância da literatura de cordel como ferramenta educativa e cultural, capaz de aproximar os jovens de suas origens, incentivar o protagonismo estudantil e contribuir para a preservação de um dos mais ricos patrimônios da cultura brasileira.
Texto: poeta e militante cultural Hosmá Passos
Fotos: Karla de Souza Silvino
PEC dos agentes comunitários de saúde pode ir a voto na próxima semana, diz Alcolumbre
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta quarta-feira (17) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021, que prevê aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, poderá ser votada pelo Plenário já na próxima semana.
A declaração foi feita durante sessão no Senado, após a apresentação do Requerimento 454/2026, de autoria do senador Irajá (PSD-TO), que pede urgência na tramitação da matéria e conta com a assinatura de 68 senadores.
Segundo Alcolumbre, a análise da proposta tem levado em consideração os impactos financeiros que a medida pode gerar para os cofres públicos. Dados citados pelo presidente do Senado, com base em informações da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e do Ministério da Previdência, apontam que a PEC poderá representar um custo de R$ 69 bilhões, além de provocar um déficit estimado em R$ 28 bilhões nos regimes previdenciários e um aumento de despesas de aproximadamente R$ 24 bilhões ao longo dos próximos dez anos.
Apesar das preocupações relacionadas ao impacto fiscal, Alcolumbre afirmou que a decisão sobre a tramitação da proposta deve ser compartilhada com os demais parlamentares.
“É impossível uma só pessoa atrapalhar a vida de 400 mil trabalhadores que prestam um belo serviço à sociedade brasileira”, declarou.
Senado deve decidir inclusão da PEC na pauta
Davi Alcolumbre informou que pretende consultar os líderes e senadores sobre a inclusão da matéria na pauta de votações. Dependendo do resultado das conversas, a proposta poderá ser apreciada pelo Plenário já nos próximos dias.
A PEC 14/2021 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro de 2025 e agora aguarda a deliberação final dos senadores.
O que prevê a PEC 14/2021
O texto estabelece regras especiais de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, categorias consideradas essenciais para a atenção básica e o controle de doenças em todo o país.
Pela proposta, os profissionais poderão se aposentar aos:
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57 anos de idade, no caso das mulheres;
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60 anos de idade, no caso dos homens.








