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Paraíba registrou, em 2025, o maior número de feminicídios dos últimos 10 anos, confirma Polícia Civil

No ano de 2025, a Paraíba registrou o maior número de crimes de feminicídio da última década, sendo 37 casos. O crescimento foi de cerca de 37% em relação a 2024, quando 27 crimes com essa tipificação foram documentados.

Até 2024, os anos com maior incidência de casos eram 2019 e 2023. Nestes anos, 36 mulheres foram mortas por motivos de gênero. Nos últimos 10 anos, um total de 335 casos de feminicídio foram documentados no estado da Paraíba.

Nenhuma das 37 mulheres que foram mortas em decorrência do crime de ódio, no último ano, tinha medidas protetivas ativas no momento do crime.

Em entrevista ao Portal Correio, a coordenadora das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher da Paraíba (Deam), delegada Sileide Azevedo, comentou o número histórico.

Nós sentimos, a partir de então, o compromisso de fortalecer, no nosso estado, esse enfrentamento à violência contra a mulher. (…) Esse número de feminicídios é um chamamento para que nós, enquanto instituição, sigamos nesse fortalecimento da nossa pauta, e para que nós possamos conclamar, ainda mais, a sociedade para integrar esse enfrentamento conosco.

Quando questionada sobre a motivação mais recorrente em casos de feminicídio, a delegada explicou:

Na maioria dos casos, o feminicídio não acontece de repente. Ele é precedido por outros tipos de violência doméstica, que, geralmente, começam com agressões verbais ou psicológicas, se intensificam com agressões físicas e podem incluir outros tipos de violência, como sexual ou patrimonial.”

O que é feminicídio?

O feminicídio é o crime que consiste no assassinato de uma mulher em decorrência de violência doméstica ou familiar, ou por motivos de menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Diferente do homicídio comum, neste caso a motivação do crime está diretamente ligada ao gênero da vítima. Isto é, todo feminicídio é um homicídio, mas nem todas as mortes de mulheres são enquadradas como feminicídio.

Dentro do Código Penal, o feminicídio se apresenta como um qualificador ao homicídio, e é considerado um crime hediondo, com penas que podem variar de 12 a 30 anos de prisão, podendo aumentar se houver condições agravantes.

Números sobre a violência contra a mulher
Além do número recorde nos casos de feminicídio, a Paraíba registrou um aumento de 1,19% na quantidade de medidas protetivas de urgência que foram desrespeitadas, em 2025. Atualmente, cerca de 5% das medidas concedidas em favor das vítimas são descumpridas pelos agressores.

Segundo dados da Polícia Civil, em 2025, 7.286 medidas protetivas foram solicitadas por mulheres no estado, até a apuração, totalizando cerca de 15 mil solicitações no último triênio.

É importante ressaltar que nenhuma das mulheres vítimas de feminicídio em 2025 tinham medidas protetivas em vigor no momento da morte. Essas fazem parte de, como denominado pela delegada, “casos imprevisíveis”, pois não estavam dentro da rede de proteção à mulher.

Com os números consolidados dos últimos anos, a Paraíba registra, em 2025, o maior número de casos de feminicídio dos últimos 10 anos. O recorte, fornecido pela Coordenação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher da Paraíba (Coordeam), considera os dados de 2015 a 2025.

Em resposta aos dados apurados, a delegada avaliou:

Não são apenas números. Além de perder a vida, cada uma dessas vítimas deixou o vazio para pessoas importantes em sua história.

‘Não Me Calo!’

Neste contexto, o Sistema Correio se posiciona contra a violência às mulheres através da campanha ‘Não Me Calo!’, que tem a mulher como protagonista e o público masculino como alvo de conscientização sobre a pauta.

O movimento propõe a responsabilidade desta luta ao coletivo, onde todos, inclusive os homens, são responsáveis pelo combate à violência contra a mulher.

O slogan “O silêncio também é violência”, confronta aqueles que se omitem em situações onde mulheres estão sendo agredidas, seja física, psicológica ou sexualmente.

Denuncie

A violência contra a mulher é um desrespeito que tende a escalonar, desde uma piada ofensiva ou crise de ciúmes, e pode levar até a morte da vítima.

É preciso estarmos atentos aos sinais de alerta ao nosso redor e denunciarmos os casos de violência contra a mulher que presenciarmos, mesmo que não nos envolvam de maneira direta.

A segurança da mulher é uma pauta cada vez mais urgente e é da responsabilidade de todos, por isso denuncie.

Canais de denúncia

  • 190 – Disque denúncia da Polícia Militar (em caso de emergência)
  • 180 – Central de atendimento à mulher
  • 197 – Disque denúncia da Polícia Civil

“É preciso denunciar, interromper a violência, antes que seja tarde demais”. (Delegada Sileide Azevedo)

Portal Correio

Moraes autoriza visita de Nikolas Ferreira a Bolsonaro na Papudinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (SFT), Alexandre de Moraes, autorizou mais visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, onde cumpre pena de mais de 27 anos de prisão após julgamento da trama golpista.

Bolsonaro receberá a visita dos senadores Bruno Bonetti e Carlos Portinho no dia 18 de fevereiro. Já no dia 21, os deputados Sanderson e Nikolas Ferreira vão visitar o ex-presidente na Papudinha.

O ex-presidente, que cumpria a pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal, foi transferido para a Papudinha após decisão do ministro Alexandre de Moraes em 15 de janeiro.

No local, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal, e Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), estão presos na mesma área, em celas individuais.

Com a transferência para a Papudinha, Moraes autorizou uma série de medidas relacionadas à saúde e às condições de custódia do ex-presidente. Entre elas, está a assistência médica integral, 24 horas por dia, tanto por profissionais do sistema penitenciário quanto por médicos particulares previamente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia ao Judiciário.

Portal Paraíba com BAND.com

Casal morre e filha de 2 anos fica ferida em acidente de carro entre Pombal e Paulista

Um homem identificado apenas por “Ary”, de 37 anos (foto ao lado), e uma mulher de prenome “Joana”, que eram casados e moravam no sítio Arruda, zona rural de Paulista, morreram na tarde deste sábado (31) após o veículo em que trafegavam capotar várias vezes na BR 427, entre Pombal e o distrito ‘Maravilha’, naquele município.

O Blog do Naldo Silva apurou que, além do casal, ia no carro uma criança de apenas dois anos, filha dos dois.

De acordo com a polícia rodoviária federal, o fato aconteceu por volta das 13h30, e o veículo – um Fiat Uno vermelho – vinha no sentido Paulista/Pombal quando o motorista perdeu o controle numa reta fazendo com que o mesmo capotasse várias vezes, arremessando as vítimas para a pista.

A porta dianteira esquerda se desprendeu e ficou a cerca de 5 metros de onde o carro parou, junto com o corpo do condutor Ary, que morreu antes de ser atendido.

Sua esposa, Joana, ainda foi socorrida com vida pelo SAMU para o hospital regional de Pombal, mas faleceu poucos minutos após.

A criança sofreu uma forte pancada na cabeça e passou por exame de imagem, e segue em observação médica.

As circunstâncias da tragédia serão apuradas pela polícia.

Fonte: Blog do Naldo Silva

Médica sofre acidente e carro capota próximo a Imaculada

Um acidente de trânsito foi registrado na manhã deste sábado (31), por volta das 7h15, nas proximidades do município de Imaculada, no Sertão do estado. O sinistro envolveu um veículo de passeio conduzido por uma médica.

Segundo relato da própria condutora ao correio Serrano, ela perdeu o controle do automóvel, que acabou capotando às margens da rodovia PB 306. A médica havia saído da cidade de Taperoá-PB com destino ao município de Juru, onde iria realizar um plantão médico.

O veículo envolvido no acidente é um Chevrolet Onix, de cor prata. Apesar da gravidade do ocorrido e do susto, felizmente ninguém ficou ferido, sendo registrados apenas danos materiais. A motorista passa bem e não precisou de atendimento médico.

Fonte: Correio Serrano

Dupla armada com faca assalta mercadinho na cidade de Piancó

Um mercadinho foi alvo de um assalto na noite deste sábado (31) no bairro Cossaco, cidade de Piancó (PB).

De acordo com informações policiais, dois indivíduos chegaram ao local em uma motocicleta, e um deles anunciou o assalto utilizando uma faca.

Segundo relato das vítimas, em determinado momento uma delas chegou a ter a faca encostada no pescoço, o que causou grande tensão durante a ação criminosa.

Os suspeitos levaram uma quantia em dinheiro e, em seguida, fugiram na motocicleta tomando rumo ignorado. Até o momento, ninguém foi preso.

Diamante Online

Jovem de 17 anos, quilombola e aluno de escola pública, é aprovado em Medicina na UFCG

Um jovem de 17 anos, aluno de escola pública, conquistou aprovação no curso de Medicina na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Rian Sousa Costa reside em Serra Branca, no Cariri Ocidental da Paraíba, e explicou ao ClickPB que alcançou o 1º lugar dentro das cotas para alunos Quilombolas. Ele realizou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela primeira vez no ano passado.

Ao ClickPB, Rian detalhou que conquistou uma média geral de 720 pontos e atingiu 940 pontos na redação. Segundo o jovem, desde o 6º ano ele estuda em escola pública e nem sempre a Medicina o atraiu.

“Sempre ouvi que eu deveria seguir carreira como médico ou advogado, e por muito tempo respondi que isso não me atraía. No entanto, sobretudo no último ano do ensino médio, passei a enxergar essa área com outros olhos e percebi o quanto ela me desperta interesse, pois é uma área de extrema importância para a manutenção do bem-estar social”, disse.

Com essa percepção, o jovem detalhou que então passou a considerar usar a nota do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para tentar cursar Medicina na UFCG, instituição que, conforme Rian, sempre o despertou interesse e “carrega um reconhecido histórico de excelência”.

Rotina de estudos intensificada no Ensino Médio

Rian Sousa cursou o ensino médio na Escola Estadual Senador José Gaudêncio. Ele chegou a participar de um intercâmbio na Inglaterra, no ano de 2024, por meio de um programa da rede estadual. Rian contou ao ClickPB que, ao longo dos anos, ajustou a rotina de estudos com o objetivo de ter a aprovação no curso de Medicina.

“Sempre fui um aluno considerado destaque, mas no terceiro ano fiz um esforço ainda maior para que eu conseguisse alcançar minha aprovação. Estudei na minha escola pela manhã, à tarde em casa, por conta própria”, detalhou à reportagem.

“Sabia que valia a pena se esforçar”

Ao ter acesso às notas do Enem, Rian disse que ficou “muito feliz e surpreso”, pois acreditava que, por passar mal no segundo dia de prova, haveria reflexo nas notas. Com o resultado do Sisu, o jovem explica que viu que o esforço foi válido.

“Já sabia que valia a pena se esforçar, pois na minha trajetória sempre consegui participar de projetos por causa disso”, falou ao ClickPB. Para Costa, como Quilombola, a aprovação no curso de Medicina “representa que mais pessoas como eu podem alcançar sonhos antes inimagináveis, que outros virão”. O jovem também citou o apoio da família e dos professores como essencial para a conquista (veja vídeo no fim da matéria).

Para quem tem desejo de cursar graduação e é aluno de escola pública, Rian falou sobre a importância de não deixar o estresse e cansaço vencer tal vontade.

“Eu diria que não deixe o estresse e o cansaço do percurso apagar sua vontade, continue dando seu máximo, pois sua hora vai chegar também”, disse.

Clickpb

Ex-ministro de Lula lança pré-candidatura a presidente com críticas ao governo e STF

O ex-ministro Aldo Rebelo lançou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República neste sábado (31), em cerimônia realizada na capital paulista. Filiado ao partido Democracia Cristã (DC) desde o ano passado, Rebelo reuniu apoiadores e lideranças políticas na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) para apresentar as diretrizes de sua campanha.

O evento contou com a presença de figuras de diferentes campos ideológicos, incluindo ex-ministros que serviram tanto na primeira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva quanto no governo de Jair Bolsonaro. A articulação reforça a tentativa do candidato de se posicionar como um nome de coalizão e experiência administrativa.

Defesa da mineração e críticas ao agronegócio

Em seu discurso de lançamento, Aldo Rebelo priorizou o tema do desenvolvimento econômico voltado para a soberania nacional. O pré-candidato defendeu a regularização da exploração das riquezas minerais do país, com foco na formalização e fiscalização do setor para garantir rentabilidade ao produtor e ao Estado.

Segundo Rebelo, a legalização é o único caminho para que o Brasil recupere a capacidade de usufruir de seus recursos naturais. “Você fiscaliza quando é legal, você remunera o garimpeiro corretamente quando é legal”, afirmou o ex-ministro, que também questionou as dificuldades impostas ao setor de produção de alimentos no país.

Questionamentos ao Supremo Tribunal Federal

A atuação do Poder Judiciário foi outro ponto central da fala de Rebelo. O ex-ministro fez críticas diretas à conduta de magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliando que houve um deslocamento do protagonismo político do Congresso Nacional para a Corte.

Na visão de Aldo Rebelo, a atual configuração gera insegurança jurídica. Ele afirmou que o país vive sob o que chamou de “11 constituições”, em referência aos 11 ministros do STF. Para o candidato, cada magistrado interpreta a lei de forma individual, o que, segundo ele, prejudica o equilíbrio entre os poderes.

Cenário eleitoral e articulações políticas

O lançamento da pré-candidatura também registrou movimentações no xadrez político. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, compareceu ao evento para cumprimentar Rebelo. Embora a presença tenha gerado especulações, Kassab negou que alianças formais tenham sido tratadas no encontro.

Nesta semana, o PSD anunciou que terá candidatura própria ao Planalto, com a escolha oscilando entre os governadores Ratinho Junior, Ronaldo Caiado ou Eduardo Leite. Por sua vez, Rebelo confirmou que sua chapa ainda não tem um nome definido para a vaga de vice-presidente.

Com 69 anos, Aldo Rebelo possui uma longa trajetória em Brasília. Foi deputado federal por seis mandatos e presidiu a Câmara dos Deputados. Durante a gestão Dilma Rousseff, comandou as pastas do Esporte, Ciência e Defesa, além de ter sido ministro da Coordenação Política no primeiro governo Lula.

O pré-candidato encerrou o evento com críticas à atual política econômica do governo federal. Segundo Rebelo, a gestão atual foca em aumentar impostos para cobrir despesas de curto prazo, carecendo de um projeto robusto de desenvolvimento para o país.

Portal Paraíba com BAND / UOL

Orelhões se despedem das ruas da Paraíba e se tornam memória afetiva

Uma cabine icônica. Que fez história. E teve a sua relevância em determinada época para aproximar as pessoas. Uma das raras formas de comunicação numa época em que o celular não existia. E que a linha do telefone convencional era cara. Objeto de luxo para poucos privilegiados.

Prestes a desaparecer de vez do Brasil por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os orelhões, um ícone das ruas brasileiras e que por décadas fez parte da paisagem urbana, vão deixar saudades. O fim de uma era representa um certo nostalgismo para quem usou por muito tempo esse velho aparelho que hoje está obsoleto e abandonado nas praças, esquinas e ruas do país, devido ao advento do celular, dos smartphones e da modernidade.

A relação dos orelhões entre locutores e ouvintes sempre foi recíproca. Indispensável. Necessária. O PB Agora conversou com alguns desses profissionais e seus ouvintes, que por anos, usaram o orelhão para estabelecer uma comunicação. As ligações eram para pedir música, mandar recados românticos e até fazer declarações de amor. No começo quem comandava os orelhões na Paraíba era a Telpa e depois passou para a Telemar, e posteriormente, para a OI.

O comunicador Kennedy Sales, sabe bem o valor que o orelhão ocupou em determinada época. O jornalista comandou durante anos um programa de rádio em uma emissora de Campina Grande, e teve a audiência testada graças ao orelhão. Isso porque, os ouvintes recorriam à icônica cabine para ligar para a emissora e pedir música. Muitos dos ouvintes, conforme lembrou Kekedy Sales, se arriscaram nas noites e madrugadas à procura do orelhão mais próximo para fazer a ligação. E ligavam todas as noites. Insistentemente. Gastando todas as fichas disponíveis.

“Eu como locutor de rádio, principalmente ali na década de 80, nós tínhamos um programa em vários horários, mas assim, o que mais me ligava com o ouvinte do rádio era o telefone. Porque não tínhamos internet, muito menos torpedos ou mensagens através do WhatsApp, enfim, não existia essa ligação direta. Então a única forma era o telefone. E o telefone, ainda assim, naquela época era muito raro na maioria das residências. Algumas pessoas privilegiadas tinham telefone, a maioria não tinha. Então qual era a forma do ouvinte entrar em contato com a rádio, era o orelhão, não tinha outra opção “, recordou.

Como comunicador das noites e das madrugadas, Kekedy Sales destacou que o orelhão exerceu esse papel importante na vida de muitos brasileiros, especialmente, os ouvintes de rádio.

O que mais chamava a atenção do locutor é que mesmo sendo um programa que acontecia à noite, muitas pessoas saíam de casa de noite para ir para o orelhão mais próximo para poder entrar em contato com o programa e falar com o locutor.. Tudo para enviar recados de amor. E pedir música. Era a época da ficha telefônica e depois a do cartão

“Então era um certo sacrifício sair de casa de noite, porque dependendo do local era perigoso mas as pessoas não abriam mão de ir lá no orelhão e ligar para o programa” observou.

Embora hoje esteja abandonado, solitário, e quase invisível, naquele tempo o orelhão encurtava a distância e dava voz para as pessoas mais humildes. Diferente de hoje, nos tempos modernos, onde a facilidade do telefone é infinitamente maior.

Um desses personagens que durante muito tempo fez uso dessa icônica cabine, foi o árbitro de futebol Genilson Mota, morador de Vila Cabral de Santa Terezinha, em Campina Grande. Era final da década de 90. O aparelho celular ainda não havia se popularizado. Os velhos orelhões eram uma das raras formas de comunicação. Com uso da ficha telefônica, era possível fazer ligações e conversar com amigos e familiares à distância.

Ele recorda que no auge da juventude, ligava com frequência para emissoras de rádio da cidade, para pedir música,e principalmente para fazer declaração de amor para a sua namorada. Para isso, recorria a velha “ficha” telefônica. Gastou muita ficha telefônica. Em média, Genilson usava três fichas para dar tempo de completar toda ligação. E fazer o seu poema de amor no ar.

Com o advento do cartão, as fichas telefônicas desapareceram e a ligação via cartão ficou mais eficiente. E duradoura.

“Saber que esses orelhões vão desaparecer dá uma certa nostalgia. Ele fez parte da vida de muita gente. Foi muito importante em uma época “, recordou.

Genilson classificou o orelhão como um símbolo urbano que perdurou por décadas. Ele fez uso desse aparelho por anos para falar com amigos e parentes. Ele recorda que ter um telefone em casa, com uma linha privada, era privilégio de poucos. Era muito caro. Poucas famílias podiam comprar o chamado telefone fixo, geralmente instalado na sala da cada. A solução, era recorrer ao orelhão. Genilson comprava grande quantidade de fichas para ligar para o tio que morava no Rio de Janeiro, e outros parentes.

Mota também usava o orelhão para ligar para os programas de rádio, para reivindicar problemas da comunidade, e principalmente para pedir música nos programas românticos.

“Eu fiz uso do velho orelhão por décadas, quando a gente nem sonhava com o aparelho celular. Ô tempo bom que marcou época. Vai deixar saudade “, recordou.

Genilson costumava ligar para o programa “Planeta Love” apresentado pelo comunicador campinense Edil France. Durante muito tempo, o programa fez sucesso nas noites da Rainha da Borborema. Os ouvintes recorriam sempre ao orelhão para mandarem os seus recados de amor.

Edil conversou com o PB Agora, e lembrou daquele tempo e da importância do orelhão para estabelecer uma comunicação entre o locutor e o ouvinte. Edil lembrou que Genilson Mota era um dos ouvintes mais fieis. Ligava todas as noites. Sempre com uma mensagem de amor.

“O orelhão fez parte de minha vida como locutor e de muitos ouvintes. Era a única forma de comunicação existente na época. Alguns ouvintes ligavam todas as noites para mandar os recados. Foi um tempo bonito, romântico e marcante” contou o comunicador que ainda hoje apresenta um programa em uma emissora de rádio da cidade.

Até hoje, Edil France lembra de alguns dos ouvintes que ligavam para o seu programa usando o orelhão. Alguns segundo ele, chegaram a ligar “a cobrar” e a ligação era interrompida. Isso porque, a rádio não permitia aceitar ligação a cobrar.

“Tinha ouvintes que quando não tinha ficha ligava a cobrar. Eu não podia atender. A rádio não permitia”, lembrou.

Edil recordou que quando eu começou a trabalhar em rádio na cidade de Patos, nos anos 80, recebia em torno de 40 ligações dos ouvintes, todas as noites no programa Trilha do Sucesso. Os ouvintes pedindo música.

A avalanche de ligações também se repetiu nas emissoras de rádio que ele trabalhou em João Pessoa e Campina Grande. Muitos ouvintes interrompiam a ligação quando a ficha se acabava.

“A participação dos ouvintes em João Pessoa e Campina Grande era impressionante. As pessoas ligavam dos bairros de Campina Grande e diziam que estavam no orelhão, falando rápido antes da ligação acabar” lembrou.

“Então, o orelhão foi muito importante, não tem dúvida principalmente nos bairros. Naquele tempo não existia o celular e o orelhão foi muito importante na audiência do nosso programa. O telefone naquele tempo era muito caro. Nós tivemos aqui rádio clube, depois da ficha telefônica, veio o cartãozinho. O orelhão e não tem dúvida que vai deixar saudades, principalmente para a turma da nossa época, que não tinha celular, hoje o mundo já evoluiu” recordou o radialista Edil Frances.

A jornalista Edvânia Barbosa também tem histórias com o orelhão. Ela lembra que durante algum tempo, a cabine gigante era o único meio de se comunicar com amigos e familiares. Na época Edvânia estudava na Escola Técnica Redentorista, no Bairro de Bodocongó. Como a comunicação era dificil, ela recorria sempre ao orelhão para dar notícias e recados. Essa semana, ela reencontrou o orelhão onde por muito tempo fez uso para estabelecer comunicação com parentes.

“O orelhão teve uma importância na nossa vida. Fez história. E vai deixar saudades “, disse.

Durante décadas, o orelhão esteve presente na esquina, na praça, em frente ao bar ou ao lado do ponto de ônibus. Agora, sai de cena de forma definitiva. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a retirada final dos últimos orelhões ainda espalhados pelo país, encerrando oficialmente um dos capítulos mais emblemáticos da história da telefonia no Brasil.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 38 mil aparelhos ainda permanecem instalados no país. Dados da Anatel indicam que mais de 33 mil orelhões ainda estão em funcionamento, enquanto cerca de 4 mil passam por manutenção.

Na Paraíba, 147 orelhões ainda estão ativos em 75 municípios. Somente em Campina Grande, são cinco aparelhos em funcionamento. Já em Cajazeiras, no Sertão do Estado, existem 9 orelhões, e 7 em Pombal.

Famosos telefones públicos que chegaram a ser um símbolo nacional, essas caixas grandes começaram a ser retiradas definitivamente das ruas de todo o Brasil em janeiro. A extinção dos aparelhos não será feita de forma imediata em todos os locais. Em janeiro começou, de forma massiva, a remoção das carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível, e não vão passar de 2028.

A retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos.

Por muito tempo os orelhões foram essenciais para a comunicação dos brasileiros, especialmente entre os anos 1970 e o começo dos anos 2000, quando ainda não existia o telefone celular.

Facilitavam contatos urgentes, ajudavam a construir histórias, serviam como ponto de encontro e, muitas vezes, eram o único meio de falar com alguém fora de casa. Foi ali, ao ouvir o clássico “chamada a cobrar”, que muita gente esperava ansiosa até cair a ficha — literalmente — para completar a ligação.

Recentemente, a cabine telefônica voltou a ganhar evidência entre as gerações mais jovens ao aparecer no cartaz do filme O Agente Secreto, vencedor do Globo de Ouro e indicado pelo Brasil ao Oscar 2026.

Em O Agente Secreto, filme dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, o telefone público aparece como parte do imaginário da espionagem clássica — um mundo de códigos, encontros rápidos e ligações curtas, feitas longe de casa.

Um elemento comum a muitos brasileiros ajudou a recriar o cenário da década de 1970 e se tornou um dos símbolos da produção.

Na imagem, Marcelo, personagem vivido por Wagner Moura, surge dentro da cabine oval segurando um telefone público.

Essa icônica cabine telefônica em formato de ovo, que chegou a ter mais de 50 mil unidades espalhadas pelo país, foi projetada por uma arquiteta que nasceu na China, mas viveu a maior parte da vida no Brasil: Chu Ming Silveira.

A estimativa é que cerca de 30 mil orelhões sejam removidos ao longo deste ano, principalmente em áreas centrais, corredores comerciais e avenidas de grande circulação.

Severino Lopes – PB Agora

Sine-PB oferta mais de 390 vagas de emprego em sete municípios paraibanos

O Sistema Nacional de Emprego da Paraíba (Sine-PB) começa o mês de fevereiro ofertando 391 vagas de emprego distribuídas em sete municípios paraibanos. As oportunidades contemplam diferentes áreas de atuação e níveis de escolaridade e estão localizadas nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos, Santa Rita, São Bento, Princesa Isabel e Cabedelo.

No município de Patos, se concentra o maior número de vagas de emprego, com 172 oportunidades, sendo 150 destinadas à função de operador de telemarketing ativo e receptivo. Ainda há oportunidades para assistente administrativo, borracheiro, encanador, mecânico de automóveis, pedreiro, operador de caixa, vendedor de comércio varejista, cozinheiro de restaurante e supervisor de vendas comercial.

Já na capital paraibana, o Sine-PB disponibiliza durante a semana 117 postos de trabalho, sendo 10 para pedreiro, instalador reparador de redes telefônicas e de dados (10), carpinteiro (7), ajudante de carga e descarga de mercadoria e auxiliar de limpeza (5 vagas cada cargo), vigia (5) e chefe de cozinha (2). Também há vagas para churrasqueiro, açougueiro, encanador, estoquista, recepcionista de hotel, projetista de móveis, serralheiro, vidraceiro, torneiro mecânico supervisor de cobrança, entre outras funções.

Campina Grande reúne 76 vagas, com destaque para ajudante de carga e descarga (10), atendente de lojas e mercados (6), vendedor porta a porta, vendedor em domicílio, estoquista, auxiliar de logística e vendedor interno (5 vagas cada função). Também há postos de trabalho para arrumador doméstico, garçom, técnico em segurança do trabalho, motorista de caminhão e engenheiro civil – ens. superior completo (uma vaga).

Em Cabedelo, o Sine-PB oferta três vagas de emprego, para as funções de pasteleiro (2) e torneiro mecânico (uma vaga), enquanto o município de Princesa Isabel conta com 11 vagas, com oportunidades para auxiliar de cozinha, repositor de mercadorias, garçom, estoquista, encarregador gráfico, auxiliar de linha de produção, babá, cozinheiro geral e decorador de eventos.

Em Santa Rita, estão disponíveis oito vagas, das quais serrador de madeiras (2), cozinheiro geral (2), representante técnico de vendas (2), estofador de móveis e supervisor de manutenção industrial (uma vaga cada cargo). E no Sine-PB de São Bento, há quatro vagas para a função de estoquista (2), promotor de vendas e auxiliar administrativo (uma vaga cada função).

Os trabalhadores interessados devem comparecer às unidades do Sine-PB portando documentos pessoais, carteira de trabalho e currículo atualizado. Atualmente, o Sine-PB conta com 16 postos em funcionamento, além de cinco unidades de extensão de atendimento nas Casas da Cidadania, em João Pessoa. As unidades estão distribuídas nos municípios de Campina Grande, Cajazeiras, Mamanguape, Monteiro, Pombal, Sapé, Bayeux, Conde, Guarabira, Itaporanga, Santa Rita, Cabedelo, Patos e Princesa Isabel.

O Sine-PB atua em parceria com empresas privadas na intermediação de mão de obra. Os serviços para empresas instaladas ou que pretendem se instalar no estado podem ser solicitados pelo e-mail estadual@hotmail.com. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 3218-6600.

Secom – PB

PRF intensifica comando de alcoolemia integrado para preservar vidas, em Patos

Patos (PB), 30/01/2026 – A Polícia Rodoviária Federal realizou, na noite desta última sexta-feira (30), um Comando de Alcoolemia Integrado no perímetro urbano de Patos, nas rodovias BR-361 e BR-230, em parceria com a STTrans de Patos e a 4ª CPTRAN.

A ação fez parte das atividades do Dia Nacional de Conscientização Álcool Zero no Trânsito, promovido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta sexta-feira (30), reforçando a importância de atitudes responsáveis e da combinação segura entre condutor e veículo.

O principal objetivo da ação é preservar vidas, retirando de circulação motoristas que insistem em conduzir veículos sob a influência de álcool, comportamento que representa uma das maiores causas de sinistros graves e fatais no trânsito.

Durante a fiscalização, os agentes atuaram de forma preventiva e repressiva, realizando abordagens, orientações e testes de alcoolemia, além da verificação das condições dos veículos e da documentação dos condutores. A integração entre os órgãos reforça a eficiência das ações e amplia a segurança viária na região.

A intensificação desse tipo de comando é resultado do cenário registrado no ano de 2025, quando, na área urbana de Patos, foram contabilizados diversos sinistros de trânsito diretamente relacionados à alcoolemia, muitos deles com feridos e danos significativos, evidenciando que a combinação de álcool e direção continua sendo um dos principais fatores de risco nas vias.

Por esse motivo, as fiscalizações serão ampliadas até o período do Carnaval, em razão do feriadão e do grande fluxo de veículos nas rodovias federais que cortam o sertão paraibano. A ação está inserida no contexto da Operação Rodovida – Carnaval, que alia fiscalização, educação para o trânsito e combate à criminalidade, garantindo que as rodovias sejam ambientes mais seguros para todos os usuários.

A PRF reforça que dirigir sob efeito de álcool é uma infração gravíssima, com consequências administrativas e criminais. O condutor flagrado pode sofrer multa elevada, suspensão do direito de dirigir, recolhimento da CNH e, dependendo da situação, responder criminalmente, inclusive com possibilidade de prisão. Mais grave que isso, está o risco real de provocar lesões ou tirar vidas inocentes.

Somente no ano de 2025, a Polícia Rodoviária Federal aplicou, nas rodovias federais que cortam o Sertão da Paraíba, 24.355 testes de alcoolemia, demonstrando o esforço permanente no combate à embriaguez ao volante.

A PRF alerta: álcool e direção não combinam. Uma escolha irresponsável pode destruir famílias, interromper sonhos e marcar vidas para sempre. Antes de pegar o volante, o condutor deve lembrar que segurança no trânsito é um compromisso coletivo. Quem dirige sem beber protege a própria vida e a de todos que compartilham a rodovia.

 

Comunicação Social da 3ª Delegacia PRF