Prefeitura de Patos lança projeto Colo de Mãe com atendimento de doula para as mulheres gestantes dos CRAS
A Prefeitura de Patos e a Secretaria de Desenvolvimento Social lançaram, nesta terça feira, 27, no CRAS capitão Manoel Gomes, localizado no bairro Belo Horizonte, o projeto Colo de Mãe, que tem o intuito de atender às gestantes assistidas pelos quatro CRAS do município com orientações sobre o parto e fortalecimento dos vínculos entre mãe e bebê.
A secretária de desenvolvimento social, Helena Wanderley, afirmou que o projeto Colo de Mãe já é uma ação que está dentro do Programa da Primeira Infância que valoriza os serviços oferecidos às mães, gestantes e as crianças de zero a 06 anos que estão na primeira infância.
“Já estamos trazendo para dentro dos CRAS grupos de gestantes para que elas possam ter um atendimento melhor, atendimento com uma doula que irá passar informações para elas e vai ter um atendimento mais diferenciado”, afirmou Helena.
De acordo com a doula e educadora perinatal, Itaiany Brito, que irá fazer o atendimento às gestantes, através das rodas de conversas e métodos utilizados, se consegue melhorar a primeira infância pelo contato olho no olho. “As mulheres começam a entender que os bebês não vão chorar só porque estão chorando. Então, nós vamos ensinar a essas mulheres, através de evidências científicas sobre a amamentação, banho de ofurô, técnica da shantala para ajudar no alívio das cólicas”.
A profissional enfatizou que com o desenvolvimento desse projeto, observa-se o olhar diferenciado da gestão, por meio do prefeito Nabor Wanderley, para às mulheres gestantes que irão gerar crianças seguras e aproveitar o colo da mãe.
A gestante Neumanda Freitas, de 31 anos, é assistida no CRAS Capitão Manoel Gomes e está em sua quarta gestação. Ela agradeceu pelo atendimento, pois, há pessoas que não.
“A gente agradece a Deus e ao CRAS, principalmente na preparação do parto”, finalizou em relação ao atendimento da doula.
Durante esta manhã, às mães gestantes receberam os kit gestantes, composto por banheira, camisetas, mijão, shampoo, condicionador, sabonete, toalhas, colônia, pente e escova e fraldas.
O evento contou com a presença da secretária adjunta do desenvolvimento social, Lucinha Peixoto, além de uma técnica de enfermagem que ofereceu uma palestra sobre saúde materna.
“A gente fica feliz em garantir os direitos das gestantes, ver os serviços funcionando, a equipe aumentando e as melhorias para o grupo de gestante”, disse Lucinha.
Com 60% da população vacinada com pelo menos a 1ª dose, mortes e casos de covid caem 40%
Com a vacinação de mais de 96 milhões de brasileiros contra a covid-19 com, pelo menos, a primeira dose do imunizante, o número de casos e de óbitos pela doença caíram cerca de 40%, em um mês, de acordo com dados do LocalizaSUS, plataforma do Ministério da Saúde.
Os números consideram a média móvel de casos e mortes de 25 de junho a 25 de julho deste ano. No caso das mortes, a queda é de 42%: passou de uma média móvel de 1,92 mil para 1,17 mil, no período. O número de casos caiu para 42,77 mil na média móvel de domingo (25), o que representa redução de 40% em relação ao dia 25 de junho, segundo o Ministério da Saúde.
Vacinas
O Brasil ultrapassou a marca de 60% da população vacinada com, pelo menos, uma dose de vacina contra a covid-19. Nessa situação já são mais de 96,3 milhões de brasileiros, dos 160 milhões com mais de 18 anos. Apesar da boa marca de primeira dose, segundo dados do vacinômetro do Ministério da Saúde, o número de pessoas com ciclo de imunização completo, ou seja, que tomaram duas doses da vacina ou a dose única é de 37,9 milhões de pessoas. Para que as vacinas sejam de fato eficazes, as autoridades de saúde alertam que é necessário que as pessoas tomem as duas doses. “A medida reforça o sistema imunológico e reduz as chances de infecção grave, gravíssima e, principalmente, óbitos em decorrência da covid-19”, destaca o Ministério.
Ainda segundo balanço da pasta, das 164,4 milhões de doses enviadas para os estados, 81,5 milhões são da AstraZeneca/Oxford, 60,4 milhões são da CoronaVac/Sinovac, 17,8 milhões de Pfizer/BioNTech e 4,7 milhões da Janssen, imunizante de dose única. “Todas as vacinas estão devidamente testadas, são seguras e têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem aplicadas nos braços dos brasileiros”, destacou o Ministério.
Novas doses
Até o fim de 2021, a expectativa é de que mais de 600 milhões de doses de imunizantes contra o novo coronavírus, contratadas por meio de acordos com diferentes laboratórios, sejam entregues ao Programa Nacional de Imunizações. Somente para o mês de agosto, a previsão é de que a pasta receba, pelo menos, 63 milhões de doses.
Produção local
A partir de outubro, o Brasil deve entrar em uma nova fase em relação à vacinas contra a covid-19 com a entrega das primeiras doses 100% nacionais. É que o Brasil assinou um acordo de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) que permitirá a produção nacional do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina de covid-19. Atualmente, o Brasil só produz vacina com o IFA importado.
Agência Brasil
Gestantes e puérperas que tomaram primeira dose da Astrazeneca terão segunda dose de outros fabricantes
Gestantes e puérperas adultas que receberam a primeira dose da vacina Astrazeneca/Fiocruz contra Covid-19 já podem receber imunizantes de outros fabricantes para completar o esquema vacinal. A medida começou a valer a partir desta terça-feira (27), de acordo com a disponibilidade de doses dos municípios. A recomendação é do Ministério da Saúde (MS), com base na Nota Técnica emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 10 de maio.
Na ocasião, o órgão recomendou a suspensão do uso da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz em mulheres grávidas e puérperas até 45 dias após o parto devido ao risco de eventos adversos. As pessoas deste grupo que receberam a primeira dose com vacinas da Pfizer e Coronavac receberão a segunda dose normalmente com imunizantes do mesmo fabricante.
A orientação atual é que esse grupo receba, obedecendo ao prazo inicialmente estipulado de 90 dias entre as doses, a vacina da Pfizer, preferencialmente. Caso este imunizante não esteja disponível na localidade, poderá ser utilizada a vacina Sinovac/Butantan. De maneira geral, as vacinas contra Covid-19 não são intercambiáveis, ou seja, indivíduos que iniciaram a vacinação deverão completar o esquema com a mesma vacina.
No entanto, considerando que todos os imunizantes objetivam a indução de resposta imune contra o mesmo antígeno, uma segunda dose de outra vacina é capaz de ampliar a resposta imune nos indivíduos. O uso de vacinas de diferentes fabricantes é conhecido como intercambialidade, está fundamentado nos princípios básicos da imunologia e já é realizado com outras vacinas.
O secretário de Saúde do estado, Geraldo Medeiros, lembra que já foram publicados resultados de um estudo de intercambialidade com a vacina da fabricante Pfizer e a vacina de vetor viral da AstraZeneca, indicando uma resposta imune robusta associado a um bom perfil de segurança. Segundo ele, essa decisão é muito relevante para proteger mulheres gestantes e puérperas de quadros moderados e graves da covid-19.
“Não é novidade que o vírus é muito mais agressivo para esse grupo e é de fundamental importância a segunda dose da vacina para protegê-las. A intercambialidade é um método já conhecido pela ciência e com eficácia comprovada, que pode ser utilizado com segurança em situações onde não seja possível administrar a segunda dose com o mesmo produto, seja por falta do mesmo produto ou por outras preocupações”, garante.
Estão registradas no sistema de informação SI-PNI 701 mulheres pertencentes a este grupo e que receberam a primeira dose da vacina Astrazeneca/Fiocruz em todo estado. Os municípios que concentram o maior número de gestantes vacinadas com o imunizante da AstraZeneca são: Santa Rita (98); Cabedelo (65); João Pessoa (64); Cajazeiras (62) e Pocinhos (49).
Em 2021, a Paraíba já registrou a morte de 27 gestantes e puérperas por Covid-19, apenas uma havia sido vacinada. A SES reforça que a vacinação é o único método eficaz para frear a disseminação do vírus causador da Covid-19 e que, mesmo após receber a segunda dose, continuam obrigatórias todas as medidas de segurança como uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento social.









