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Disputa pelo comando da Câmara vira novo teste para medir força de Bolsonaro

Iniciada na sexta-feira, 4, a análise da possibilidade de reeleição na Câmara tinha até domingo quatro votos favoráveis e quatro contrários no STF; para o Senado o placar está cinco a três pró Davi Alcolumbre (DEM), que não tem adversários de peso na disputa. Maia precisa de mais dois votos no STF para derrubar a vedação legal à recondução ao cargo.

Enquanto Maia está proibido de concorrer, são cinco os nomes do Centro que disputam a vaga de candidato do seu grupo. Baleia Rossi (SP), líder do MDB e presidente do partido; Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos e nome mais forte na bancada evangélica; Luciano Bivar (PE), presidente do PSL, antigo partido de Bolsonaro; e Elmar Nascimento (BA), líder do DEM. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder da maioria e fiel aliado do presidente da Câmara, também é candidato, embora seu partido tenha fechado com Lira. Parte deles pressiona para que um seja escolhido na semana que vem, mas Maia adia, seguindo no comando processo sucessório. Motivo: a oposição só aceita se unir a ele.

Os idealizadores do bloco buscam o apoio de PV, Rede, PSB, PDT, PCdoB, PT e PSOL, o que daria liderança folgada para manter o comando da Câmara. São 137 votos na mesa. As negociações com essas siglas de esquerda estão avançadas, mas há desconforto em fechar uma aliança no primeiro turno.

A possibilidade de o Supremo Tribunal Federal permitir a reeleição para o comando do Congresso, mudando a interpretação de mandamento expresso na Constituição, abre caminho para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assuma a candidatura especulada nos bastidores e consolide o apoio de partidos de esquerda em torno de seu nome, o que pode ser decisivo. O adversário mais forte é Arthur Lira (Progressistas-AL), um dos líderes do Centrão e aliado do Planalto.

Passadas as eleições municipais, em que praticamente todos os candidatos de Bolsonaro saíram derrotados, a disputa pelo comando da Câmara será mais um teste de fogo para o presidente da República e está sendo vista como a próxima “prévia” à sucessão de 2022. O escolhido de Bolsonaro vai concorrer contra um grupo de oposição que articula abertamente uma candidatura de centro ao Planalto daqui a dois anos.

Ter um aliado no comando da Câmara é imprescindível para Bolsonaro. O titular desse cargo é quem decide o que será votado em plenário, pode barrar todos os projetos de interesse do governo e inicia processos de impeachment contra o presidente da República.

A esperança de Maia é a de ter, com a esquerda, cerca de 330 votos, suficientes para vencer a eleição em primeiro turno, sem correr riscos de levar a disputa a um segundo escrutínio. A eleição é encerrada por maioria absoluta, quanto um candidato atinge o número mágico de 257 votos. “Os líderes da oposição se acostumaram no trato com ele, confiam de certo modo. Então, não acho difícil ele se apegar nisso e na decisão do Supremo para seguir”, afirma Sâmia Bomfim, líder do PSOL. O partido, que tem dez deputados e é o mais radical na oposição a Bolsonaro, avalia manter a tradição histórica de lançar candidato próprio, desta vez, uma das cinco mulheres da bancada. Mas o objetivo, claro, é marcar posição política.

Outros partidos da esquerda devem intensificar reuniões a partir da próxima semana. “Vamos aguardar se, de fato, Rodrigo vai se declarar candidato”, diz a líder do PCdoB, Perpétua Almeida (AC).

No momento, Maia diz que não será candidato, ainda que venha a ter aval do STF, mas não consegue convencer seus pares. Ele vem sendo avisado que os partidos querem um novo nome. Reservadamente, deputados envolvidos nas negociações apontam PSL e Republicanos, que somam 73 votos, com mais possibilidade de defecção caso ele insista em disputar.

Contrário à reeleição, o Partido Novo avalia que, apesar da discordância de mérito, a realidade política impõe que as bancadas de oposição a Bolsonaro conversem com o grupo liderado por Maia. “Lira é impossível”, afirma sem titubear o líder do Novo, deputado Paulo Ganime (RJ). O candidato foi denunciado por um esquema de rachadinha, o que ele nega. “O grupo do Rodrigo Maia é melhor, mas é longe do que o Novo gostaria.” O presidente do Cidadania, Roberto Freire, adverte: “Pode ser um candidato do agrado ou não (da esquerda). O importante é derrotar Bolsonaro.”

Wscom com o Estadão

PB confirma mais 14 mortes e taxa de ocupação hospitalar cresce

A Paraíba contabilizou, nas últimas 24 horas, mais 673 casos confirmados de Covid-19, totalizando 149.385. O número de óbitos em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus saltou de 3.345 para 3.359 entre esse sábado (5) e domingo (6). Vinte e cinco mortes ainda estão sob investigação. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Até o momento, 478.038 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados na Paraíba.

Resumo | Últimas 24h na Paraíba
Confirmados: 149.385 (eram: 148.712)
Descartados: 202.387 (eram: 202.303)

Dentre os casos confirmados:

Internados: 343 (sem alterações)
Isolados em casa: 25.737 (eram: 25.081)
Recuperados: 119.946 (eram: 119.943)
Mortos: 3.359 (eram: 3.345)

Ocupação de leitos

A ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto, pediátrico e obstétrico em todo o estado é de 54%. Se for feito um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa (RMJP), 63% estão ocupados. Em Campina Grande, estão ocupados 44% de leitos de UTI adulto e, no Sertão, 85%.

Houve aumento na taxa estadual de ocupação de leitos. Nesse sábado (5), a Paraíba estava com 53% de taxa hospitalar. Campina Grande também teve ganho de 1% em relação aos dados anteriores da SES. A Região Metropolitana manteve a taxa do sábado, enquanto que o Sertão registrou queda de 5% na ocupação hospitalar.

Leitos para Covid-19 ativos em todo o estado
Enfermaria: 494 (188 ocupados)
UTI: 267 (155 ocupados)

PortalCorreio

STF veta possibilidade de Maia e Alcolumbre serem reeleitos para presidir Câmara e Senado

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu neste domingo (6) por maioria, em plenário virtual, que os atuais presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), não podem se candidatar à reeleição para os postos em 2021.

O voto decisivo foi dado pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux. Antes, o plenário já havia formado maioria para barrar uma nova candidatura de Rodrigo Maia, eleito presidente por dois mandatos consecutivos. A situação de Alcolumbre seguia pendente.

O julgamento da ação protocolada pelo PTB começou na última sexta e se estende até o fim da próxima semana. Os 11 votos já foram registrados mas, até que o resultado seja proclamado, os ministros ainda podem mudar de posicionamento.

Relator da ação, o ministro Gilmar Mendes havia votado em sentido oposto, opinando que uma eventual reeleição de Maia ou Alcolumbre para o comando das Casas teria respaldo constitucional. Seis ministros, incluindo o presidente Luiz Fux, divergiram desse entendimento.

Apesar de afetar diretamente Maia e Alcolumbre, a votação não é específica para as próximas eleições da Câmara e do Senado. O entendimento que será fixado pelo STF vai valer também para situações similares no futuro.

Nem todos os votos contrários à reeleição, no entanto, são uniformes. Por isso, até o fim do julgamento, os ministros devem costurar um “voto médio” que preveja todas essas possibilidades. Será preciso definir, por exemplo, diferenças entre a eleição realizada na troca de legislatura – ou seja, após a posse de novos deputados e senadores –, e a eleição realizada dentro da legislatura.

A legislatura é o período de quatro anos que começa no primeiro ano do mandato parlamentar. A atual legislatura começou em 2019 e vai até o início de 2023.

O placar ficou incerto ao longo do fim de semana porque o ministro Nunes Marques apresentou um voto “intermediário”. O magistrado defendeu que a reeleição de Maia seria impossível, por resultar em um terceiro mandato, mas avaliou que a eventual recondução de Davi Alcolumbre não afrontaria a Constituição.

Com isso, o julgamento ficou com “dois placares”. Confira:

Sobre uma eventual reeleição de Rodrigo Maia:

7 votos contra: Nunes Marques, Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux

4 votos a favor: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski

Sobre uma eventual reeleição de Davi Alcolumbre:

6 votos contra: Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux

5 votos a favor: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski

A Constituição Federal, no artigo 57, diz que é vedada a recondução de presidentes da Câmara e do Senado para o mesmo cargo dentro de uma mesma legislatura.

Os votos a favor

Ao votar pela possibilidade de reeleição, o relator, ministro Gilmar Mendes, justificou que o Congresso deve ter autonomia para analisar seus assuntos internos. Ele foi acompanhado no voto pelos ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes.

O ministro Nunes Marques entendeu que é possível a reeleição uma única vez, independentemente se dentro da mesma legislatura ou na mudança de uma legislatura para outra. Na prática, o voto do ministro impediria a reeleição de Maia (já reeleito, em 2019), mas autorizaria a de Alcolumbre.

Maia foi eleito para a presidência da Câmara em 2016, com o afastamento do então presidente Eduardo Cunha. Depois, Maia foi eleito novamente em 2019 (início da legislatura seguinte). Alcolumbre foi eleito pela primeira vez para a presidência do Senado em 2019.

Os votos contrários

Ministro há mais tempo no Supremo, Marco Aurélio Mello votou contra a reeleição. Para o magistrado, o artigo 57 da Constituição é “categórico” e veda a recondução para o mesmo cargo na eleição imediata.

“A parte final [do artigo] veda, de forma peremptória, sem o estabelecimento de qualquer distinção, sem, portanto, albergar – o que seria um drible – a recondução para o mesmo cargo na eleição imediata”, escreveu.

Cármen Lúcia também votou contra a reeleição. No voto, escreveu: “É vedada constitucionalmente a recondução a cargo da Mesa de qualquer daquelas Casas Congressuais na eleição imediatamente subsequente, afastando-se a validade de qualquer outra interpretação.”

Rosa Weber votou no mesmo sentido e disse que “a deslealdade ao texto constitucional caracteriza preocupante ofensa ao pacto da sociedade brasileira em torno do propósito de conferir força ativa aos compromissos assumidos no plano constitucional.”

A ministra diz que o STF, como guardião da Constituição, “não pode legitimar comportamentos transgressores da própria integridade do ordenamento constitucional, rompendo indevidamente os limites semânticos que regem os procedimentos hermenêuticos para vislumbrar indevidamente, em cláusula de vedação, uma cláusula autorizadora”.

Ao votar, o ministro Luís Roberto Barroso rejeitou a tese de uma “mutação constitucional” – ou seja, de que uma interpretação consolidada viesse a modular o entendimento original da Constituição.

“É compreensível o sentimento de que existe uma assimetria no sistema constitucional dos Poderes ao não se permitir uma recondução dos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Essa tese, embora atraente, não supera duas dificuldades”, disse Barroso.

“A primeira delas é que [o trecho da Constituição sobre esse tema] foi objeto da Emenda Constitucional nº 50/2006, que manteve a vedação de reeleição na mesma legislatura. Logo, tendo modificado a redação do dispositivo, o Congresso não quis alterar o tratamento que ele dava ao tema. A segunda dificuldade é que a literalidade de um texto não é a única ou a melhor forma de interpretá-lo, mas as possibilidades semânticas que o texto oferece figuram como limite ao papel do intérprete”, prosseguiu.

O ministro Edson Fachin ponderou que o texto da Constituição limita expressamente uma interpretação que permita a reeleição dos comandos das Casas dentro da mesma legislatura – que, no caso dos deputados, coincide com o período do mandato.

“Muito embora pudesse até mesmo ser desejável que não houvesse limite à reeleição ou que, à semelhança do que ocorre com as chefias do Poder Executivo, devesse ser ela limitada a uma única vez, há no texto, interpretado literalmente, historicamente e sistematicamente, um limite intransponível para a Juridição Constitucional”.

O ministro ressaltou, no entanto, que esse limite seja “insuperável”. No entendimento dele, cabe ao Congresso, em debate com a sociedade civil, alterar a regra por meio de emenda à Constituição.

“Isso não significa que a vedação para a eleição imediatamente subsequente àquela que ocorre no primeiro ano da legislatura seja absolutamente insuperável. Significa, apenas, que cabe às Casas dos representantes do povo, em debate franco com a sociedade civil, alterar, por meio do processo de emenda constitucional, a regra fixada no texto. Se a reeleição amplia a autonomia do legislativo e, com isso, democratiza a República, deve a tese ganhar força no órgão que, por excelência, é a própria expressão da representação popular.”

Último a votar, Luiz Fux afirmou que discussões sobre o funcionamento das casas legislativas exacerbam mais ainda a importância de soluções construídas na arena política, e não na arena judicial.

“Com efeito, não compete ao Poder Judiciário funcionar como atalho para a obtenção facilitada de providências perfeitamente alcançáveis no bojo do processo político-democrático, ainda mais quando, para tal mister, pretende-se desprestigiar a regra constitucional em vigor”, escreveu.

Segundo o presidente do STF, “compete ao Poder Judiciário, sempre que demandado, fortalecer a institucionalidade do funcionamento estatal e fazer valer as regras do processo democrático, guiando-se mais pelas razões públicas do que pela virtude das pessoas que dele participam. Não à toa, o Estado de Direito no seu verniz contemporâneo assenta-se na máxima de um governo das leis em detrimento de um governo dos homens”.

A ação

A ação do PTB foi apresentada pelo partido ao Supremo em agosto. O partido é presidido pelo ex-deputado Roberto Jefferson, aliado do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a sigla, a Constituição veda a reeleição para qualquer cargo nas mesas diretoras, responsáveis por comandar as duas casas legislativas.

Para o PTB, essa proibição deve valer tanto para a mesma legislatura como para legislaturas diferentes.

Ao longo da tramitação do processo, tanto a Procuradoria-Geral da República quanto a Advocacia-Geral da União, em pareceres à Corte, defenderam a autonomia do Congresso para tratar da questão — ou seja, entenderam que cabe ao Poder Legislativo resolver internamente a discussão.

“Não cabe ao Judiciário, ainda que pela via do controle abstrato de normas, substituir-se ao Legislativo a fim de definir qual o real significado da previsão regimental. Tal conduta representa inequívoca afronta ao princípio da divisão funcional de Poder”, afirmou o procurador-geral Augusto Aras.

Clickpb com G1

Polícia Militar prende suspeito de estupro em Piancó

A Polícia Militar prendeu na tarde dessa sexta-feira (4) um homem de 42 anos suspeito de estupro na cidade de Piancó (PB). A prisão foi efetuada sob mandado de prisão expedido pela justiça.

O suspeito, que reside no sítio Peixoto, foi localizado e preso na zona urbana. Após a prisão, ele foi levado para a Delegacia de Polícia Civil local.

A investigação sobre o caso segue em segredo e não foi repassada pela polícia.

Vale News PB

Adutora estoura e água invade casas danificando móveis e eletrodomésticos no centro de Patos

Na madrugada deste sábado, dia 05, por volta das 04h00, vários moradores da Rua do Nego, Centro de Patos, acordaram assustados com água invadindo casas na localidade.

O fato se deu após o estouramento de um cano de 300 milímetros da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, Regional das Espinharas (CAGEPA/Espinharas). O caso se agravou diante da água ficar represada, pois o bueiro estava tampado e houve acúmulo de água.

A jovem Mariana Almeida relatou que todos na sua residência acordaram assustados ao presenciarem a cena. Mariana mora com sua mãe e avó na residência que teve móveis danificados. “Foi muita água! Tudo está muito molhado e tivemos problemas na geladeira, sofá, cama, guarda roupa, armário e todos os móveis da casa e roupas”.

uncionários da CAGEPA/Espinharas fizeram o fechamento de registros e comunicaram que o estouramento se deu na adutora que existe na Rua do Prado, no trecho próximo ao Espetinho do Raniery e a água escoou até a Rua do Nego. O dano vai deixar sem água vários bairros da cidade de Patos e se acredita que no final da tarde deste sábado o fornecimento se normaliza após o conserto.

Guarnições do 4º Batalhão do Bombeiro Militar (4º BBM) foram acionadas e junto com moradores conseguiram abrir a tampa do bueiro. Após alguns minutos, a água baixou.

Cerca de 4 outras residências foram prejudicadas, no entanto, a da família da jovem Mariana foi a mais danificada. A CAGEPA deve entrar em contato com as famílias para dar os encaminhamentos ao caso.

Jozivan Antero – Patosonline.com

Vereador eleito Zé Gonçalves é contra aumento de salários para prefeito e secretários de Patos

O sindicalista e vereador eleito de Patos, Zé Gonçalves, afirmou que o projeto de lei do aumento salarial para Prefeito e secretários é um tapa na cara dos servidores públicos municipais que estão com seus salários e gratificações congeladas há mais de 5 anos, como também um afronta aos servidores que tiveram as gratificações da Covid-19 retiradas ultimamente pelo prefeito interino Ivanes Lacerda.

Gonçalves espera que a Câmara Municipal derrote esse projeto, pois caso contrário, será um insulto e um desrespeito ao povo de Patos.

Zé Gonçalves demonstrou o seu desconforto com o projeto, em pleno final de mandato legislativo, como também do executivo em plena crise que o município enfrenta, segundo o gestor, onde as unidades de saúde funcionam precariamente, os serviços odontológicos sem funcionar em sua integralidade, a falta de lâmpadas provocando grande escuridão, a buraqueira tomando de conta, o povo sofrendo e no entanto, a prioridade da gestão é aumento salarial para quem já ganha bem.” Aumentar um salário de prefeito de 17 mil para 27 mil numa crise dessa é um desrespeito aos que estão desempregados, que não tem sequer o alimento para seus filhos,” denunciou o mesmo.

Folha Patoense com Assessoria

Definidas novas medidas para contenção da pandemia na Paraíba

Caso identifique a ausência de testes para o diagnóstico de infecção por covid-19, a população de João Pessoa deve entrar em contato com a Ouvidoria da Secretaria de Saúde do município, informando o fato. As pessoas também podem comunicar a ausência dos testes ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público Estadual (MP/PB). A orientação é resultado de reunião ocorrida na última sexta-feira (27/11), convocada pelos órgãos ministeriais, e que contou com a participação dos secretários de Saúde da Paraíba e das duas maiores cidades do estado, João Pessoa e Campina Grande.

Em ofício enviado ao governo estadual, nessa quinta-feira (3), o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público Estadual (MP/PB) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) cobraram a adoção de medidas “mais robustas” por parte do Estado, no sentido de garantir o cumprimento do decreto estadual que instituiu o plano ‘Novo Normal’ na Paraíba.

A reunião abordou constatações de relatório do Conselho Regional de Medicina (CRM) e denúncias à imprensa por falta de testes nas UPAs e unidades básicas de saúde, tendo o secretário municipal de Saúde informado que existe estoque suficiente de testes PCR na rede municipal e que ainda está em curso um processo de aquisição de novas unidades. Os membros do MP ponderaram que, diante das denúncias, cabe ao secretário averiguar as causas das reclamações da população, verificando o fluxo de atendimentos das unidades de saúde.

Para agilizar a chegada de novos testes à capital paraibana, a Câmara de Fiscalização de Atos Administrativos e Direitos Sociais do MPF (1CCR/MPF), em Brasília, já enviou ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, solicitação do Ministério Público Federal na Paraíba a respeito da possibilidade de remessa de, pelo menos, 20 mil testes para diagnósticos de covid-19 ao município de João Pessoa (e mesmo a outros que venham a necessitar), para atender solicitação que já havia sido feita ao órgão central do SUS, em novembro, pela prefeitura da capital.

Na justificativa do pedido ao Ministério da Saúde, o MPF fez referência ao fato noticiado amplamente pela imprensa, em 22 de novembro, de que 6,86 milhões de testes para diagnósticos de covid-19 (exames RT-PCR) estão sendo armazenados pelo governo federal em Guarulhos (SP), e ainda não foram distribuídos para a rede pública, correndo, inclusive, o risco de perderem a validade, entre dezembro deste ano e janeiro de 2021.

Uniformização de medidas – Outra questão debatida na reunião da sexta-feira (27) foi a necessidade de que haja coerência entre as medidas definidas pelas autoridades sanitárias estadual e municipais em todo o estado, para que fique claro à população o porquê e a necessidade de cada restrição. Como encaminhamento, a Secretaria de Saúde Estadual assumiu o compromisso voluntário de apresentar, em cinco dias, posicionamento do estado acerca de possíveis ajustes no decreto estadual sobre bandeiras do novo normal.

Força-tarefa vai fiscalizar – Para o Ministério Público, além da necessidade premente de se incrementar o número de fiscalizações, é igualmente relevante aplicar multas àqueles que descumprirem as medidas sanitárias definidas pela administração pública, observado o devido processo legal. Nesse sentido, foi discutida a organização de uma força-tarefa constituída por diversos órgãos municipais e estaduais de João Pessoa e Campina Grande, para realizar fiscalizações ao longo do mês de dezembro. A força-tarefa terá a supervisão do MPF, MPT e MP/PB, aos quais caberá propor ações judiciais cabíveis em face dos infratores.

Diplomação remota – Ainda na quinta-feira (3), em atuação conjunta com o Ministério Público Eleitoral, os membros do MPF e MPT enviaram ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral na Paraíba (TRE-PB), Joás de Brito, ofício com sugestão ao tribunal para que, em razão da excepcionalidade provocada pela pandemia do novo coronavírus, haja orientação aos juízes eleitorais para que os atos de diplomação dos candidatos eleitos no pleito de 2020 sejam realizados exclusivamente de forma remota. O objetivo da sugestão ao TRE é impedir a ocorrência de aglomerações e celebrações que favoreçam a disseminação do novo coronavírus e, consequentemente, o agravamento dos dados epidemiológicos em todo o estado.

O documento enviado ao TRE registra a apreensão dos procuradores com referidos atos, “pela constatação de frequente desrespeito às normas sanitárias por parte de candidatos, correligionários e eleitores, ao longo de toda a campanha, inclusive, realizando verdadeiros eventos organizados após a divulgação de resultados de eleição, fatos que, muito provavelmente, contribuem para o quadro de agravamento da pandemia ora vivenciado e poderão, infelizmente, repetir-se por ocasião das diplomações a serem realizadas muito em breve”, afirmam os procuradores.

Recomendação sobre eventos – Outra medida ainda definida na reunião da sexta (27) e já realizada foi a expedição, na quinta-feira (3), de recomendação por parte do MPF e do MP estadual ao município de João Pessoa para que revogue trechos de decreto que possibilita o funcionamento de auditórios e teatros para eventos corporativos e artísticos, com público limitado a 400 pessoas, bem como de eventos em locais abertos ou semiabertos.

Os trechos atingidos pela recomendação são o artigo 1º, caput e parágrafo único, bem como o artigo 3º do Decreto nº 9.608/2020, de 5 de novembro de 2020. Os órgãos também recomendaram a adoção imediata de providências para intensificação da fiscalização, autuação e interdição de todos os eventos e atividades em desacordo com a legislação pertinente.

Confira íntegras dos ofícios enviados às autoridades:

Ofício ao governador

Ofício ao presidente do TRE-PB

Ofício ao ministro da Saúde

PBAgora com Assessoria de Comunicação MPF/PB

Homem que espancou e matou mulher grávida no interior da Paraíba é preso em São Paulo

O homem suspeito de ter assassinado a mulher grávida na cidade de Poço José de Moura, Sertão da Paraíba, foi preso nessa sexta-feira (4), no município de Rio Grande da Serra, litoral de São Paulo. A prisão ocorreu após o trabalho de investigação e a troca de informações entre a Polícia Civil da Paraíba, através da Delegacia Seccional de Cajazeiras, e a Polícia Civil de São Paulo.

O preso será trazido para cumprir pena na Paraíba, mas a data de sua transferência ainda não foi definida. Para dar mais informações sobre a prisão e falar sobre o caso, o delegado Glauber Fontes deverá conceder entrevista coletiva na próxima segunda-feira (7), às 09h30, na sede da Delegacia Seccional de Cajazeiras.

O caso aconteceu no dia 7 de setembro deste ano em Poço José de Moura, Sertão da Paraíba, e teve grande repercussão porque a vítima, Pâmela do Nascimento, de 28 anos, estava grávida quando foi agredida pelo companheiro e não resistiu, vindo a falecer ao ser socorrida para o hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu.

O companheiro dela chegou a ser intimado e compareceu à delegacia de Cajazeiras, mas alegou que ela tinha passado mal outras vezes durante o dia e o quadro se agravou, chegando a óbito. Ele prestou depoimento e foi liberado porque não havia indícios para a sua prisão em flagrante.

“Depois que saiu o laudo pericial e foi constatado que houve agressão física, intensificamos as diligências, ouvimos outras testemunhas do caso, e nossa equipe não mediu esforços até identificar o paradeiro do suspeito, fato que culminou com a localização e prisão do mesmo nesta sexta-feira na cidade de Rio Grande da Serra, no litoral paulista”, disse o delegado seccional de Cajazeiras, Glauber Fontes.

“A Polícia Civil cumpriu o seu papel investigativo. Agora ele será trazido para Cajazeiras e encaminhado a uma unidade prisional do Estado, onde ficará à disposição da Justiça”, concluiu o delegado Glauber Fontes.

Clickpb com Assessoria

Fundo internacional aprova R$ 1,2 bi para combate à seca no Nordeste

Até 250 mil famílias de pequenos agricultores da Região Nordeste poderão contrair US$ 217,8 milhões (R$ 1,2 bilhão) em empréstimos para combater os efeitos da seca e da fome. O financiamento foi aprovado por unanimidade pela diretoria executiva do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida) das Nações Unidas.

A aprovação ocorreu ontem (3), mas só foi divulgada hoje (4) pelo Ministério da Economia. Chamado Plantando Resiliência Climática em Comunidades do Semiárido Nordestino, o projeto financiará ações de manejo sustentável da água e de enfrentamento da seca e das mudanças climáticas. Entre as principais ações, estão a introdução de tecnologias de coleta, armazenamento e reciclagem da água e a adoção de estratégias de diversificação produtiva no sertão.

Segundo o Ministério da Economia, o financiamento ainda depende de negociações internas para entrar em vigor. A pasta informou que a aprovação envolveu a articulação da Secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais do ministério com as diretorias executivas do Fida e do Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund, em inglês).

Critérios

As famílias serão escolhidas conforme o nível de pobreza, com prioridade para mulheres, jovens, comunidades tradicionais e indígenas. A maior parte dos recursos virá do GCF, que aportará US$ 99,5 milhões, dos quais US$ 34,5 milhões como doação não reembolsável. O Fida entrará com US$ 30 milhões.

Do lado do governo brasileiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dará US$ 73 milhões como contrapartida em empréstimos aos estados nordestinos. Estes também contribuirão com US$ 15,3 milhões em espécie. O Fida vai gerenciar a operação, mas a execução e o monitoramento do projeto, informou o Ministério da Economia, ficarão a cargo do BNDES.

Com a missão específica de combate à fome e à pobreza rural, o Fida recebe apoio do governo brasileiro há mais de 40 anos. A instituição financeira internacional está baseada em Roma, onde fica o Fundo de Agricultura e de Alimentos das Nações Unidas.

Agência Brasil

Abono natalino, que vai beneficiar mais de 520 famílias paraibanas, começa a ser pago na próxima semana; Confira o calendário

O abono natalino, que vai ser pago a mais de 520 mil famílias paraibanas do programa Bolsa Família, começa a ser pago a partir do próximo dia 10 de dezembro e se estende até dia 23 de dezembro. O calendário já está disponível para a população e segue o Número de Identificação Social (NIS) do beneficiado. O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH), investirá R$ 33.280 milhões.

De acordo com informações da SEDH, as famílias beneficiadas com o abono natalino residem nos 223 municípios paraibanos, conforme apurou o ClickPB. O pagamento abono natalino da Paraíba será pago de acordo com o calendário do mês de Dezembro de 2020 do Programa Bolsa Família e escalonado de acordo com o último dígito do NIS, com início no dia 10 a 23 de dezembro.

Cada família irá receber o valor de R$ 64, gerando um investimento com recursos do próprio Estado de R$ 33.280 milhões. Esse valor foi reajustado durante a pandemia do novo coronavírus. Para a SEDH, o abono é de extrema importância, principalmente neste momento, para as famílias paraibanas que irão receber esse benefício, considerando as dificuldades financeiras enfrentadas pelas mesmas e diante da pandemia mundial.

O pagamento será feito pela Caixa Econômica Federal (CEF), ou seja, em uma das agências da Caixa, lotérica ou correspondente Caixa Aqui. A recomendação é que as famílias não esqueçam de levar o documento de identidade e o cartão Bolsa Família para poder receber o benefício.

Clickpb