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Caminhão carregado de churrasqueiras tomba e deixa três ocupantes feridos, no Vale do Piancó

Um acidente, envolvendo um caminhão Mercedes, carregada de churrasqueiras, deixou o saldo de três pessoas feridas, no início da manhã desta terça-feira (2), na Ladeira do Poço dos Cachorros, que na rodovia PB-306, no trecho que interliga as cidades de Santana de Mangueira, no Vale do Piancó e Manaíra, localizada na região de Princesa Isabel.

De acordo com informações, ainda preliminares, o veículo seguia na rodovia, quando acabou o freio, justamente quando descia a ladeira do Poço dos Cachorros. O condutor ainda teria tentado controlar o caminhão, mas não conseguiu evitar o acidente.

As primeiras assistências às vítimas foram prestadas por moradores de sítios próximos da ladeira. Em seguida, duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU, uma de Ibiara e outra de Santana de Mangueira se deslocaram para o local, onde prestaram os primeiros socorros aos três ocupantes do caminhão.

Em seguida, os três foram levados para a cidade de Princesa Isabel pelo SAMU. Segundo informações de populares, um deles sofreu uma forte pancada na cabeça, atingindo também a região do olho.

Ainda não foi possível fazer a identificação das vítimas do acidente.

Vale do Piancó Notícias

Petrobras reajusta preço de diesel a partir desta terça-feira nas refinarias

A Petrobras elevará o preço médio do diesel em suas refinarias em R$ 0,0810 por litro a partir de terça-feira (2), um reajuste de 3,9%, para um valor médio de R$ 2,1474 litro, enquanto o preço da gasolina segue inalterado, informou a estatal em seu site nesta segunda-feira (1º).

O reajuste é o primeiro no diesel desde 13 de junho, quando a empresa havia reduzido a cotação média em 4,6% e anunciado uma alteração em sua política de preços, que deixou de ter periodicidade definida para os reajustes.

O movimento nos preços nesta segunda-feira segue-se a uma alta na cotação do petróleo no mercado internacional desde o último reajuste.

A Petrobras tem afirmado que sua política é alinhada ao mercado internacional, acompanhando fatores como os valores do barril do Brent, referência global, e a taxa de câmbio.

A gasolina, por sua vez, segue com preço médio de R$ 1,7595 por litro, valor em vigência desde 11 de junho, quando os preços haviam sido reduzidos em 3%.

G1

Polícia Militar rende dois homens, apreende arma e recupera moto roubada em Olho D’água

A Polícia Militar prendeu na tarde desta segunda-feira, 1º de julho, dois homens suspeitos do roubo de uma motocicleta em Olho D’água.

De acordo com a PM, os suspeitos foram seguidos pela vítima até Patos, onde foram presos nas proximidades do Conjunto Geralda Medeiros, na zona oeste da cidade.

Eduardo Viana Mendes, conhecido como “Eduardo das Placas”, e Tiago Jhonata da Silva Fernandes, ainda tentaram fugir do cerco policial em um táxi, mas acabaram presos por guarnições do setor 5, e da Rotam.

Os policiais apreenderam uma motocicleta Fan 150; e um revólver calibre 38 com 06 munições, sendo uma pinada.

O material apreendido e os suspeitos foram encaminhados para Central de Polícia onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.

Airton Alves – Patos Verdade – com informações do 3° BPM

Mulher é vítima de golpe de faca por não querer namorar com acusado em Cajazeiras

Uma mulher identificada como, Elizabete Freire da Silva de 42 anos, deu entrada ao Hospital Regional de Cajazeiras, por volta das 9h30 de ontem (29), vítima de golpe de faca na barriga.

Conforme informações repassadas à polícia, a vítima participava de uma bebedeira com o suspeito, identificado como, Jonatas Leal Medeiros, em uma residência no bairro Cristo Rei, quando se negou a namorar com o suspeito.

Inconformado, o suspeito saiu e minutos depois retornou armado com uma faca, onde desferiu um profundo golpe contra a vítima e em seguida fugiu. A Polícia Militar foi informada do ocorrido e em uma ação rápida conseguiu localizar o suspeito que foi levado à delegacia para ser autuado em flagrante pelo delegado de plantão.

Sertão Informado

Inscrições para o Fies do segundo semestre terminam nesta segunda

As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2019 terminam nesta segunda-feira (1º). Elas podem ser feitas pela internet, no site do programa. Nesta edição, serão ofertadas 46,6 mil vagas a juros zero.

O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições privadas com avaliação positiva pelo Ministério da Educação.

Pode concorrer quem fez uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos, e obtido nota maior que zero na redação.

Modalidades

O novo Fies tem modalidades de acordo com a renda familiar. A modalidade com juro zero é para os candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários-mínimos. O aluno começará a pagar as prestações respeitando o seu limite de renda.

A modalidade chamada de P-Fies é para candidatos com renda familiar per capita entre 3 e 5 salários-mínimos. Nesse caso, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito que pode ser um banco privado ou Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento.

O resultado da pré-seleção referente ao processo seletivo do segundo semestre de 2019 para as modalidades Fies e P-Fies será divulgado no dia 9 de julho.

Agência Brasil

Nove deputados da Paraíba optam por aposentadoria especial que pode pagar até R$ 33,7 mil

Em meio às discussões sobre a reforma da Previdência que pode fazer os brasileiros trabalharem mais tempo para poder se aposentar, nove dos 12 deputados federais da Paraíba optaram por um regime especial para políticos: o Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), que garante aposentadorias de até R$ 33,7 mil aos congressistas – valor do atual salário dos deputados.

Para isso, os parlamentares contribuem mensalmente com R$ 3.713,93, o que corresponde a 11% do salário dos parlamentares, que é de R$ 33.763,00. O teto máximo de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é de R$ 5.839,45.

Levantamento solicitado à Câmara dos Deputados pelo Portal ClickPB, pela Lei de Acesso à Informação, atualizado até o último dia 25 de junho, mostra quem são os deputados paraibanos que optaram pelo PSSC:

Aguinaldo Ribeiro (PP)
Damião Feliciano (PDT)
Efraim Filho (DEM)
Gervásio Maia (PSB)
Hugo Motta (PRB)
Pedro Cunha Lima (PSDB)
Ruy Carneiro(PSDB)
Wellington Roberto (PL)
Wilson Santiago (PTB)

A adesão ao privilégio é opcional. Atualmente, o Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), regido pela Lei 9.506/97, prevê aposentadoria com proventos proporcionais ao tempo de mandato. Para receber a aposentadoria integral de R$ 33,7 mil um deputado precisaria de nove mandatos consecutivos.

O regime exige 35 anos de contribuição e 60 anos de idade, e uma contribuição mensal de R$ 3,7 mil. Porém, permite aposentadorias de até R$ 33,7 mil.

Para ajustar essa questão, a proposta de reforma da Previdência do governo propõe a extinção do regime especial de aposentadoria dos congressistas. Isso significa que, caso a reforma seja aprovada nos moldes apresentados pelo governo, o teto da aposentadoria dos parlamentares cairia de R$ 33,7 mil para R$ 5,8 mil, seguindo as regras do INSS.

O texto, porém, prevê o fim da aposentadoria especial apenas para os próximos parlamentares, pois permite que os congressistas que já contribuem com o PSSC sigam com seus privilégios.

Clickpb

Nova reunião de governadores debaterá reforma da Previdência

A questão da reforma da Previdência será tema da reunião dos governadores em Brasília, amanhã (02), que contará com a presença do governador João Azevêdo (PSB), que já disse que pretende conversar com os integrantes da bancada federal para analisar a proposta desde que a mesma proposta não prejudique os menos favorecidos do País e que também atenda os estados.

“Se encontrarmos a equação: retirar todos os pontos controversos e criar as condições para se reduzir os déficits dos estados, vai se criar um ambiente para que se possa voltar a discutir com a base, para saber a posição de cada um. O PSB já marcou reunião para rediscutir o projeto antes da votação em plenário, que já não é mais o projeto original, é outro, por que a Câmara dos Deputados alterou diversos pontos. Não podemos aceitar que o preço seja pago por quem ganha menos. Mas acho que é possível encontrar um meio termo que interesse a estados, municípios e à União. Por que senão, teremos uma reforma que vai beneficiar, único e exclusivamente, a União”, disse João.

O relator do projeto da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), afirmou que, apesar de adiamento da sessão da comissão especial na Câmara, é possível votar a proposta no plenário da Casa antes do recesso de julho. Até lá, o PSB da Paraíba pretende se reunir apara unificar a votação em torno da matéria, disse o governador do Estado, João Azevedo. Ele ressaltou, ainda, que alguns deputados ainda se mostram contrário, principalmente sobre a extensão das novas regras de aposentadoria a estados e municípios.

Azevedo explicou que o PSB fechou questão inclusive quanto à apresentação do primeiro relatório da reforma, que da forma como estava não podia ser votado e os socialistas concordavam claramente em relação a isso. Tanto é que a carta dos governadores que saiu em Abril foi nessa direção em dizer que não havia acordo em quatro pontos, entre eles, a manutenção dos Estados e do Distrito Federal na Nova Previdência, a fim de garantir o equilíbrio fiscal e o aumento dos investimentos vitais.

A segunda questão foi em relação como financiar o déficit dos Estados que, conforme o governador, “está ou não na reforma não é suficiente para que eles tomem para si ou se empenhem para a sua aprovação porque do jeito como está posta, a reforma resolve apenas de 10 a 15% os déficits dos Estados, “apenas isso”, destacou Azevedo, acrescentando que não se resolve o déficit como um todo, mas que já foi dito aos presidentes do Senado (Davi Alcolumbre) e da Câmara Federal (Rodrigo Maia), que precisariam sair dessa reforma com uma solução para equaciona isso. Hoje, a soma dos déficits estaduais é de R$ 80 bilhões. Na Paraíba, o déficit é de R$1,2 bilhão por ano.

PBagora

Multidão comparece a Festa do Alto do Roçadinho; veja as fotos

Foi realizada nesse sábado (29/05) a tradicional Festa do Alto do Roçadinho, em Santa Terezinha (PB).

A programação iniciou às 21h30 com a quadrilha que homenageou o saudoso casal Miguel Jerônimo dos Santos e Creuza Alves Jerônimo, um dos fundadores da festa. Também foram homenageados os moradores que faleceram recentemente: Iran Jerônimo dos Santos e Marines Rodrigues Ferreira.

A primeira atração da noite foi Jaelson Gomes que cantou um repertório com canções de forró autentico músicas de vaquejadas e canções de forró estilizado. Um dos shows mais esperado da noite, foi a apresentação do cantor Pinto do Acordeon que subiu ao palco para divulgar a cultura nordestina através a música. Encerrando a noite se apresentou Forró do Dono que sacudiu a galera.

A festa foi organizada pelos moradores da Rua Miguel Gonçalves com o apoio da Prefeitura Municipal.

Início da Festa

A cidade não tinha tradição de realizar os festejos juninos, as pessoas iam curtir as festividades em outras cidades, então, os moradores da Rua Miguel Gonçalves, conhecida popularmente como Alto do Roçadinho, reuniram-se para festejar o Dia de São João na pequena rua.

Origem do nome Alto do Roçadinho

A Rua Miguel Gonçalves fica situada em local alto, antes da cidade crescer e chegar neste lugar, existia um roçado de milho e de feijão, é por isso o apelido Alto do Roçadinho.

Música em homenagem ao lugar

O poeta e cantor, o santerezinhense Carlos Bizuga, homenageou o tradicional evento e compôs a canção Alto do Roçadinho.

 

Veja a Cobertura Fotográfica

 

Josley Oliveira – PortalSantaTeresinha.com

Crueldade: Filhotes são mutilados e mortos em Patos e ONG pede ajuda para encontrar culpado

Um filhote de cachorro foi encontrado com a patinha traseira mutilada na manhã deste sábado (29), na cidade de Patos. O cachorrinho agonizava de dor e foi resgatado por estudantes da UFCG/Patos. A denúncia feita pela estudante Alick Farias, da Universidade Federal de Campina Grande, Campus Patos, que encontrou os animais mortos e mutilados na região. “Quem seria capaz de fazer algo de tamanha maldade com animais indefesos?”, criticou. O caso foi levado ao conhecimento da Delegacia de Polícia Civil e um Boletim de Ocorrência (B.O) registrado.

Os animais foram encontrados nos bairros Mutirão, Jatobá, Monte Castelo e também no Centro de Patos.

A estudante acredita que o crime grotesco pode estar sendo cometido pela mesma pessoa. Segundo ela, em anos anteriores o mesmo fato foi registrado neste mesmo período. A estudante está contando com o apoio da Organização Não-Governamental Adota Patos para tratar dos animais.

A entidade filantrópica está pedindo ajuda da sociedade patoense para encontrar o suspeito. Quem souber informações que leve ao suspeito pode ligar 197 (Disk-Denúncia).

Clickpb

Mercosul e UE fecham maior acordo entre blocos do mundo

Os países do Mercosul e da União Europeia formarão uma das maiores áreas de livre comércio do planeta a partir do acordo anunciado ontem (28), em Bruxelas. Juntos, os dois blocos representam cerca de 25% da economia mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas. Quando se considera o número de países envolvidos e a extensão territorial, o acordo só perde para o Tratado Continental Africano de Livre Comércio, que envolve 44 países da África e foi assinado em março deste ano. Mesmo assim, União Europeia e Mercosul fecharam o maior acordo entre blocos econômicos da história, o que deve impulsionar fortemente o comércio entre os dois continentes.

O acordo de livre comércio eliminará as tarifas de importação para mais de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos. Para os produtos que não terão as tarifas eliminadas, serão aplicadas cotas preferenciais de importação com tarifas reduzidas. O processo de eliminação de tarifas varia de acordo com cada produto e deve levar até 15 anos contados a partir da entrada em vigor da parceria intercontinental.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o acordo reduz, por exemplo, de 17% para zero as tarifas de importação de produtos brasileiros como calçados e aumenta a competitividade de bens industriais em setores como têxtil, químicos, autopeças, madeireiro e aeronáutico. Um estudo da confederação aponta que, dos 1.101 produtos que o Brasil tem condições de exportar para a União Europeia, 68% enfrentam tarifas de importação. Com a abertura do mercado europeu para produtos agropecuários brasileiros, que são altamente competitivos, mais investimentos devem ser aplicados na própria indústria nacional, já que dados do setor mostram que o agronegócio consome R$ 300 milhões em bens industrializados no Brasil para cada R$ 1 bilhão exportado.

Para os países do Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai (e Venezuela, que está suspensa), o acordo prevê um período de mais de uma década de redução de tarifas para produtos mais sensíveis à competitividade da indústria europeia. No caso europeu, a maior parte do imposto de importação será zerada tão logo o tratado entre em vigor.

“Esse acordo dá nova vida para o Mercosul, que nunca tinha feito uma negociação com grandes países, mas apenas com nações de economia pequena, como Egito e Palestina. Agora, de fato, demonstra-se valor do Mercosul”, afirma Ammar Abdelaziz, consultor da BMJ Consultoria.

Na opinião do embaixador José Botafogo Gonçalves, vice-presidente do Centro Brasileiro Relações Internacionais (Cebri) e ex-ministro da Indústria e Comércio do governo Fernando Henrique Cardoso, além das vantagens comerciais do acordo, há uma perspectiva de melhor coordenação regulatória entre os países do Mercosul. “Esse acordo aumenta a responsabilidade da união aduaneira, que é o Mercosul, na coordenação de suas políticas macroeconômicas, de maior convergência nas políticas de comércio. Argentina, Paraguai e Uruguai têm que se dar conta que o destino deles é comum”, afirma.

Comércio e investimentos

Estimativas do Ministério da Economia indicam que o acordo representará um aumento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo alcançar até US$ 125 bilhões se forem considerados a redução das barreiras não tarifárias e o incremento esperado na produtividade. O aumento de investimentos no Brasil, no mesmo período, será da ordem de US$ 113 bilhões. Com relação ao comércio bilateral, as exportações brasileiras para a União Europeia apresentarão quase US$ 100 bilhões de ganhos até 2035.

“Com a ampliação da pauta de comércio, tanto importações e exportações, você favorece as trocas comerciais com quem você fez acordo, você cria comércio com essa parte e desvia comércio com outra parte. Vejo como uma estratégia de geopolítica importante, ficamos menos dependentes, por exemplo, da exportação de commodities para países como a China. Se a China trava o mercado, você não tem para quem exportar. Agora, esse cenário fica mais favorável”, prevê a economista Danielle Sandi, professora do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB).

Multilateralismo

O acesso privilegiado ao mercado europeu é considerado uma das negociações mais complexas de se costurar e, por isso, o anúncio desse acordo cria um ambiente positivo para que o Mercosul possa consolidar outras negociações.

“É um acordo com um dos blocos mais difíceis em questões de exigências sanitárias ou fitossanitárias, por isso creio que vai facilitar negociações com outros países e blocos, como os que estão andamento com o Canadá e os países do norte da Europa”, afirma Ammar Abdelaziz.

O acordo também legitima o livre comércio e o multilateralismo, que têm estado sob constante ataque por causa da guerra comercial entre China e Estados Unidos e adoção de medidas protecionistas por diversos país. “O acordo pode mostrar um fôlego nessa questão do multilateralismo. O comércio é o principal motor disso, mas isso pode ser possível em outras áreas das relações internacionais também sejam estimuladas”, aponta Danielle Sandi.

Para o embaixador José Botafogo Gonçalves, há uma crise do multilateralismo, por isso o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul tem um peso geopolítico fundamental no momento. “Quando se fala de multilateralismo comercial, que é o objetivo da OMC [Organização Mundial do Comércio], nós temos que reconhecer que há uma crise. O mundo não está preparado nem sei se vai voltar ao momento anterior a essa crise. Enquanto isso não ocorre, você tem que ir para o regionalismo, então o acordo entre Mercosul e UE preenche um vácuo deixado pelo multilateralismo”, avalia.

Ratificação

Mesmo após 20 anos de negociação, ainda falta um longo caminho para que o acordo entre Mercosul e UE, de fato, entre em vigor. Isso porque o tratado precisa ser ratificado e internalizado por cada um dos Estados integrantes de ambos os blocos econômicos. Na prática, significa que o acordo terá que ser aprovado pelos parlamentos e governos nacionais dos 31 países envolvidos, uma tramitação que levará anos e poderá enfrentar resistências.

“Tem uma tendência de haver resistência nos Parlamentos de países europeus, especialmente de partidos nacionalistas e também os ambientalistas”, diz Ammar Abdelaziz, da BMJ Consultoria. Segundo ele, não dá para estipular um prazo para a finalização dessa ratificação por parte dos europeus. No caso brasileiro, o acordo agora será analisado pelos ministérios envolvidos e depois será enviado para o Congresso Nacional, onde tramitará por comissões e terá de aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado. “Em média, o Brasil leva em torno de três a quatro ano para ratificar acordos internacionais, não vai ser menos que isso”.

É só no médio prazo que os efeitos mais concretos do acordo de livre comércio poderão ser sentidos pela população em geral, como eventuais queda no preço de produtos importados e, principalmente, aumento de investimentos e crescimento da economia. “A perspectiva desse acordo para o cidadão comum é que a expansão do comércio se reflita na expansão do PIB, e a partir do crescimento da economia haja mais geração de emprego e renda e aumento da arrecadação para o governo”, explica Danielle Sandi, da UnB.

Agência Brasil