Como votaram os paraibanos na PEC que vai garantir dinheiro para o Bolsa Família e outras ações do Governo Lula
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição foi promulgada na noite dessa quarta-feira (21) pelo Congresso Nacional em sessão solene semipresencial realizada no plenário do Senado, cerca de 15 minutos após a aprovação da PEC no Senado. Veja abaixo como votaram os parlamentares paraibanos.
Com a promulgação, as mudanças propostas no texto passam a fazer parte da Constituição por meio da Emenda Constitucional 126/2022.
No primeiro turno da votação, que teve início na terça-feira (20), os deputados aprovaram o texto-base por 331 votos favoráveis contra 168. Nessa quarta, pelo segundo turno de votações, a aprovação foi ainda maior, com 366 contra 130.
O que é a PEC da Transição
Com a promulgação da PEC, o novo governo terá R$ 145 bilhões para além do teto de gastos, dos quais R$ 70 bilhões serão para custear o Auxílio Brasil (que voltará a se chamar Bolsa Família em 2023) de R$ 600 com um adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos.
Os outros R$ 75 bilhões podem ser destinados para as despesas como políticas de saúde (R$ 16,6 bilhões), entre elas o programa Farmácia Popular e o aumento real do salário mínimo (R$ 6,8 bilhões). A PEC também abre espaço fiscal para outros R$ 23 bilhões em investimentos pelo prazo de um ano.
A validade desses gastos extra-teto é de um ano. A proposta inicial aprovada pelo Senado era de dois anos. A Câmara reduziu para um.
A emenda constitucional também alterou a destinação dos recursos do chamado orçamento secreto, as emendas de relator, consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Acordo entre líderes partidários definiu que os recursos serão rateados entre emendas individuais e programações de execução não obrigatória pelo Executivo. A Câmara ficará com 77,5% do valor global das emendas individuais; e o Senado, com 22,5%.
Votação da Paraíba
1º turno – SIM
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Damião Feliciano (União-PB)
Efraim Filho (União-PB)
Frei Anastácio (PT-PB)
Gervásio Maia (PSB-PB)
Julian Lemos (União-PB)
Pedro Cunha Lima (PSDB-PB)
Ruy Carneiro (PSC-PB)
Wellington Roberto (PL-PB)
NÃO
Edna Henrique (Republican-Pb)
Hugo Motta (Republican-Pb)
AUSENTE
Wilson Santiago (Republicanos)
2º turno
SIM
Aguinaldo Ribeiro (PP)
Damião Feliciano (União Brasil)
Edna Henrique (Republicanos) (‘não’ no primeiro turno)
Efraim Filho (União Brasil)
Frei Anastácio Ribeiro (PT)
Gervásio Maia (PSB)
Julian Lemos (União Brasil)
Pedro Cunha Lima (PSDB)
Ruy Carneio (PSC)
Wellington Roberto (PL)
Wilson Santiago (Republicanos)
NÃO
Hugo Motta (Republicanos)
Fonte: Portal Correio com Agência Brasil
“É a força do povo que nos faz gigante”, diz Efraim em discurso de despedida na Câmara
Nesta última semana de atividades legislativas na Câmara dos Deputados, o senador eleito, Efraim Filho (União), aproveitou o espaço da tribuna do plenário para discursar pela última vez enquanto deputado federal. Ao longo de 16 anos, Efraim se dedicou na defesa de temas que foram de extrema relevância para o Brasil e agora segue para o tapete azul do Congresso Nacional com a promessa de que o trabalho continua firme. “Nesses quatro mandatos conseguimos fazer o bem pela Paraíba, destinar recursos e ações, e, de Brasília, compartilhar desafios e celebrar vitórias, tanto individual quanto coletiva”, comenta.
E continuou seu discurso dizendo: “Estar na política é missão. Cada município é uma extensão do nosso lar, cada eleitor passa a ser um amigo e é a força do povo que nos faz gigantes para lutar pelo desenvolvimento dos nossos estados. Tive também a honra de liderar o Democratas e ser o coordenador da bancada paraibana, ganhando ainda mais experiência e me preparando para dar mais esse passo que estou dando agora. Esse é um momento de compromisso e transformação e garanto que continuarei na luta porque sou apaixonado pela Paraíba”.
O líder do Republicanos na Câmara, deputado Hugo Motta, aproveitou o espaço para dizer: “Foi uma atuação brilhante, que o lapidou e preparou para chegar até aqui. Me orgulho muito de ter estado ao seu lado na campanha, Efraim, de percorrer a Paraíba e fazer com que os gestores se vissem representados em sua candidatura. Construímos uma belíssima vitória, digna da sua capacidade de diálogo, e que será respaldada por um belo mandato no Senado Federal. Vamos, juntos, continuar trabalhando pela Paraíba e pelo Brasil”.
O parlamentar mudará de casa e assumirá o cargo de senador da República representando o estado da Paraíba a partir de 1º de fevereiro de 2023, mas garante que essa foi uma despedida para o cargo de deputado federal, não para a Câmara dos Deputados. “Continuaremos tendo a alegria e a oportunidade de ter a convivência do famoso tapete verde, ao lado de tantos colegas que trabalham juntos pelo nosso Estado”, concluiu Efraim.
PB Agora
Lula apresenta relatório da transição e anuncia novos ministros
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, anuncia nesta quinta-feira novos ministros que vão fazer parte do seu futuro governo, que toma posse em 1º de janeiro de 2023.
Antes, o vice-presidente Geraldo Alckmin fez uma breve apresentação do resultado dos grupos de trabalho do governo de transição. Lula afirmou que 13 nomes ainda não serão anunciados hoje.
— Daqui a pouco vou apresentar um grupo de ministros e ainda estão faltando 13. Vamos ver se na segunda ou terça-feira a gente tenha terminado de anunciar os ministérios — disse.
O presidente eleito agradeceu aos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, pela aprovação da PEC da transição. O petista também agradeceu os parlamentares. Lula só aguardava a votação da “PEC da Transição” para oficializar, se não toda, ao menos grande parte do primeiro escalão do novo governo.
— É a primeira vez que um presidente da Republica toma posse e começa a governar antes da posse. Tivemos a responsabilidade de fazer uma PEC e todo mundo sabe que não era nossa, era para cobrir a irresponsabilidade do governo que vai sair.
Lula frisou a situação de “penúria” encontrada pelos grupos de transição:
— Esse material que acaba de ser entregue é um material que não pretendo fazer pirotecnia, fazer um show, um escândalo. Eu quero apenas que sociedade brasileira saiba o Brasil que encontramos em dezembro de 2022. Recebemos esse governo em situação de penúria, uma situação em que as coisas mais simples foram feitas de forma irresponsável, porque o presidente preferia contar mentiras no cercadinho do que governar esse país.
Ao todo, Lula terá 37 ministérios. Antes do anúncio, a expectativa nos bastidores era de que pelo menos 17 pastas tivessem seus titulares anunciados. O presidente afirmou que faltarão 13 nomes para indicar.
Atualmente são 23 ministérios na Esplanada dos Ministérios. Até o momento, Lula só havia anunciado seis ministros: Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Flávio Dino (Justiça), José Múcio (Defesa), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Margareth Menezes (Cultura).
Após uma breve introdução da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o vice-presidente Geraldo Alckmin assumiu iniciou a leitura do relatório. Alckmin relatou os retrocessos em áreas de atuação, e disse que o governo federal “andou pra trás”:
— Fizemos uma síntese para que não haja interrupção dos serviços públicos. Infelizmente tivemos um retrocesso em muitas áreas. O governo federal andou para trás. O estado que o presidente Lula recebe é muito mais difícil e muito mais triste que anteriormente — afirmou.
Alckmin também criticou a falta de transparência do atual governo em fornecer alguns dados.
Mais cedo, pelo Twitter, o presidente agradeceu o trabalho dos grupos de transição.
Clickpb com O Globo










