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Polícia Militar apreende drogas e motocicleta, em Princesa Isabel

Durante rondas realizadas nesta sexta-feira, 19 de setembro, no Bairro do Cruzeiro, em Princesa Isabel, as guarnições do CPU, Força Tática e Patrulha Rural da 5ª CIPM receberam informações sobre possível comercialização de drogas em uma residência na Rua Sérgio Lourenço.

Ao chegar ao local, os policiais visualizaram três indivíduos. Um deles fugiu em uma motocicleta, abandonando o veículo e continuando a fuga a pé. Outros dois foram abordados em frente à residência.

Durante a ação, foram encontrados entorpecentes, objetos relacionados ao uso e embalagem de drogas, além de um celular e uma motocicleta utilizada na fuga.

MATERIAL APREENDIDO:

– 10 papelotes de substância análoga a crack
– 2 pinos de substância análoga a cocaína
– 1 frasco com pó branco
– 3 cachimbos
– Sacolas para embalagem de drogas
– 1 celular Motorola
– 1 motocicleta Yamaha Factor vermelha

Todo o material apreendido e os envolvidos foram encaminhados à Delegacia para os procedimentos legais.

POLÍCIA FORTE, SOCIEDADE SEGURA
Seção de Comunicação Social e Marketing Institucional – 5ª CIPM

Ouvidoria Eleitoral da Paraíba registra quase 260 demandas e supera meta de aprovação

A Ouvidoria Eleitoral da Paraíba divulgou o relatório de atividades do segundo quadrimestre de 2025, com um balanço das demandas recebidas e os resultados da pesquisa de satisfação dos usuários. A Justiça Eleitoral Paraibana, que tem como meta anual alcançar 95% de aprovação, obteve um índice de 99,3% de ótimo e bom até o final de agosto.

No período, foram gerados 114 processos e registrados 258 processos com tramitação, demonstrando o papel estratégico da Ouvidoria como canal de comunicação entre o cidadão e a Justiça Eleitoral. Entre os tipos de demandas mais comuns, tramitadas no 2º quadrimestre de 2025, destacam-se: Atendimento ao Cidadão (87 registros), Demandas Fundamentadas na Lei de Acesso à Informação (43 registros) e Reclamações (30 registros). O 1º semestre de 2025 acumula um total de 173 processos gerados.

A pesquisa de satisfação, que contou com 270 respostas, avaliou o atendimento em três itens: cortesia, qualidade da resposta e tempo do serviço. O item “Cortesia no Atendimento” obteve 100% de aprovação, seguido por “Qualidade da Resposta Recebida”, com 99,3% de aprovação, e “Tempo de Atendimento”, com 98,6% de aprovação. A alta aprovação reforça o compromisso do TRE-PB com a eficiência, a transparência e o respeito aos direitos dos cidadãos.

O juiz ouvidor Eleitoral da Paraíba, e membro da Corte, Sivanildo Torres Ferreira, é responsável pela divulgação das atividades da Ouvidoria, que foram publicadas para atender ao normativo constante no Art. 7º, incisos VI e VII, da Resolução TRE-PB nº 27/2020. (https://apps.tre-pb.jus.br/normas-portal/doc?tipo=texto&cod=1462&codTC=89).

Ouvidoria Eleitoral da Paraíba

A Ouvidoria Eleitoral da Paraíba segue como importante canal para o recebimento de denúncias de fraude, corrupção e violência política, atuando também na proteção de dados pessoais, acolhendo elogios, sugestões e providências.

As pessoas podem acionar a Ouvidoria por diversos meios:

WhatsApp: (83) 99638-3615

Formulário de contato no site do TRE-PB: (https://sei.tre-pb.jus.br/ouvidoria/)

E-mail: ouvidoria@tre-pb.jus.br

Telefones: (83) 3512-1381 e 3512-1451

Atendimento presencial: Avenida Princesa Isabel, 201 – Tambiá, João Pessoa/PB, de segunda a sexta-feira, das 7h às 14h.

Para conhecer mais sobre as atribuições, formas de contato e histórico de atuação da Ouvidoria Eleitoral da Paraíba, acesse: https://www.tre-pb.jus.br/o-tre/ouvidoria-eleitoral-da-paraiba-servico-de-informacoes-ao-cidadao

Portal Paraíba com Assessoria

ECIT José Américo de Almeida leva a praça pública a culminância do projeto de Física, em São José de Espinharas

A Escola Cidadã Integral e Técnica-ECIT José Américo de Almeida, em São José de Espinharas, na Região Metropolitana de Patos, realizou nesta sexta-feira, 19, a culminância do projeto “Robótica no Ensino de Física: Transformando Aprendizagem em Ação”, uma iniciativa inovadora da professora Camila Sousa Satiro Marques, da ECIT José Américo de Almeida, em São José de Espinharas.

O projeto aconteceu na praça Bossuet Wanderley, no centro da cidade, com o objetivo de despertar o interesse e desmistificar a Física para os alunos do ensino médio, tornando-a uma disciplina mais acessível e prática, utilizando a robótica como uma ferramenta para que os estudantes aplicassem os conceitos teóricos de maneira lúdica e concreta, estimulando o desenvolvimento de habilidades essenciais como a resolução de problemas, o trabalho em equipe e a criatividade.

“É com imensa alegria que vejo essa iniciativa se tornar realidade para os meus alunos. Há 15 anos atrás, como estudante nesta mesma instituição, eu sonhava em vivenciar algo assim. Hoje, meu coração transborda de felicidade, pois estamos provando que a escola pública, sim, pode oferecer um ensino de excelência. Estamos quebrando tabus e demonstrando que temos profissionais dedicados e alunos brilhantes”, disse a professora Camila Sousa.

A culminância ocorreu por meio de uma competição de robótica que, além de envolver as turmas da escola, contou com a participação de instituições de ensino da rede municipal, do secretário de educação de São José de Espinharas, Diógenes Miranda, e de outros auxiliares da administração municipal, que prestigiaram a apresentação da banda marcial da escola.

Os alunos fizeram a apresentação dos trabalhos produzidos, que após avaliação criteriosa, chegou-se aos seguintes resultados:

1º lugar: Turma do 2º A
2º lugar: Turma do 3º A
3º lugar: Turma do 1º B

“o sucesso da iniciativa poderá inspirar outros educadores e jovens a realizarem produções semelhantes, garantindo por intermédio da instituição, a oportunidade de fomentar o conhecimento da física nas futuras gerações de estudantes”, finalizou Camila Sousa.

Folha Patoense

Município de Boa Ventura terá a 17ª edição da Marcha para Jesus

A comunidade evangélica de Boa Ventura (PB) comemora no dia 27 de setembro de 2025 a 17ª edição da Marcha para Jesus.

O evento é organizado pela Igreja Batista Missionária e reúne todas as igrejas evangélicas da cidade, além de adeptos da fé cristã do município boaventurense.

Conforme a organização, a marcha sairá do templo da congregação, que fica localizado na rua Vereador João Paulino, a partir das 18h30, e fará uma caminhada pelas principais vias da cidade, finalizando com a realização de um culto na praça Deocleciano Pinto.

A primeira edição da solenidade cristã foi realizada no ano de 2004 pelo pastor fundador José Ildo Pereira da Silva, que faleceu em 2020 vítima da Covid-19.

Por quatro vezes, o evento não aconteceu, sendo duas por conta da pandemia da Covid-19 (2020 e 2021) e outras anteriores por motivos superiores.

O evento contará com a participação cantor gospel Júnior Freitas, teatros e coreografias.

Diamante Online

Obra literária “Viagem Mistério” do patoense Espedito Filho rompe fronteiras e conquista leitores no Brasil e no Mundo

O livro Viagem Mistério, de Espedito Filho, vem se consolidando como uma obra que ultrapassa gerações e rompe barreiras geográficas. Mais que uma narrativa, é uma experiência literária que une filosofia, mistério e dilemas sociais em um enredo capaz de instigar tanto jovens quanto leitores mais maduros.

A recepção surpreende: já foram registradas vendas em mais de 10 países pela plataforma Hotmart e presença em 15 estados brasileiros, mostrando que a obra deixou de ser um lançamento iniciante para se tornar um fenômeno literário que desperta expectativas crescentes em diferentes públicos.

Leitores de várias partes do mundo têm destacado a originalidade da narrativa:

📖 “El libro es una mezcla de filosofía y dilemas sociales.”
— Pedro Camus, Chile

📖 “Es de muy bella composición, pues trae lo que la filosofía tiene de mejor: los cuestionamientos.”
— Alberto Casillas, Espanha

No Brasil, o entusiasmo também é evidente:

📖 “Uma maravilha, moderna, instigante e funcional.”
— Amanda Tavares, Acre

📖 “Ela vai do simples ao complexo, com um potencial incrível de prender o leitor ao mistério e à filosofia.”
— Hítalo Gonçalves, Alagoas

📖 “Me sinto assistindo a um filme. O livro traz imagens à mente que nos fazem participar ativamente da obra.”
— Alano Souza, São Paulo

Outros leitores também reforçam a força da obra:

📖 “Uma leitura que faz pensar, mas ao mesmo tempo emociona. Filosofia acessível e poética.”
— Carolina Mendes, Pernambuco

📖 “É como se a literatura ganhasse nova vida: mistério, reflexão e beleza juntos.”
— Rafael Lima, Minas Gerais

📖 “Consegue falar com o jovem de hoje sem perder a profundidade filosófica.”
— Letícia Duarte, Rio Grande do Sul

Viagem Mistério se firma, assim, como um projeto literário com alma universal. Espedito Filho entrega uma obra que dialoga com diferentes realidades e gerações, mostrando que a filosofia, quando bem narrada, é capaz de atravessar fronteiras e conquistar leitores em todo o mundo.

Mais informações podem ser encontradas em: 👉 www.viagemmisterio.com

Folha Patoense com Assessoria

Polícia Militar recupera motocicleta com restrição de roubo / furto, em Santa Luzia

Na noite desta sexta-feira (19), policiais militares da 3ª Cia/3º BPM realizavam rondas na cidade de Santa Luzia-PB quando visualizaram um indivíduo conduzindo uma motocicleta Honda, de cor azul e sem placa, nas proximidades do posto de combustíveis Dedé Jaime.

Após acompanhamento, o veículo foi interceptado próximo ao Colégio Padre Jerônimo Lawen. O condutor, menor de idade, estava acompanhado de sua namorada, também menor. Durante a verificação, constatou-se adulteração em um sinal identificador, em consulta pelo número do motor, foi confirmado que a motocicleta possuía registro de roubo/furto.

O adolescente acompanhado de sua mãe, e a motocicleta foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Patos, ficando à disposição da autoridade policial para as medidas legais cabíveis.

Polícia Forte, Sociedade Segura.

SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E MARKETING INSTITUCIONAL DO 3° BPM

Alessandro Vieira será relator da PEC da Blindagem no Senado: ‘Relatório será pela rejeição’

O senador Alessandro Vieira (MDB/SE) foi designado pelo presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), senador Otto Alencar (PSD/BA), para relatar a chamada PEC da Blindagem no Senado Federal.

A proposta, aprovada na Câmara dos Deputados, busca criar novas barreiras para que parlamentares e autoridades sejam investigados e processados, o que na prática pode abrir caminho para privilégios e impunidade.

Entre os pontos mais criticados está a possibilidade de as votações relacionadas a investigações de parlamentares acontecerem de forma secreta, reduzindo a transparência e dificultando a responsabilização de quem ocupa cargos públicos.

Para Alessandro, a proposta representa um grave retrocesso institucional. “Minha posição sobre o tema é pública e muito clara. O relatório será pela rejeição, demonstrando tecnicamente os enormes prejuízos que essa proposta pode causar aos brasileiros”.

Alessandro avalia que a PEC é inaceitável do ponto de vista democrático. “A PEC da Blindagem é mais um tapa na cara do cidadão. Em vez de criar mecanismos de proteção para quem ocupa cargos políticos, precisamos fortalecer a justiça e a igualdade perante a lei. O brasileiro espera seriedade, não privilégios”, afirmou.

PEC da Blindagem
A PEC ficou conhecida como PEC da Blindagem, por devolver ao Congresso a responsabilidade de abrir ou não inquéritos mirando parlamentares. Diferentemente da Câmara, o texto já é alvo de diversas críticas no Senado e pode ser rejeitado na CCJ.

Nesta semana, antes mesmo da aprovação na Câmara, Vieira afirmou que o Senado iria barrar a PEC. O MDB, inclusive, fechou questão contra a proposta.

“A PEC da Blindagem prova que, no Brasil, o absurdo virou cotidiano. Sou 1000% contra essa ideia vergonhosa de criar ainda mais barreiras para evitar que políticos sejam investigados e processados”, escreveu nas redes sociais.

Um dia após a aprovação, Alencar disse que não dará tratamento preferencial ao texto e ressaltou que a PEC será “enterrada” no Senado.

Entenda a PEC
Conforme o relatório do deputado federal Claudio Cajado (PP-BA), deputados e senadores só podem ser julgados pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O texto também define que parlamentares só poderão ter medidas restritivas aplicadas a eles se a ordem vier diretamente do próprio Supremo.

A PEC prevê que os parlamentares não poderão ser presos, salvo em flagrante delito de crime inafiançável, nem processados criminalmente sem autorização prévia de sua respectiva Casa.

Nesse caso, a licença para permitir a prisão ou o início de processos criminais será feita por meio de votação secreta pela maioria absoluta dos deputados ou senadores em até 90 dias, contados a partir da data do recebimento da ordem emanada pelo STF.

A votação secreta chegou a ser retirada da PEC durante a votação na Câmara. Contudo, foi reintroduzida posteriormente pelos deputados.

Se a Câmara ou o Senado negarem a prisão ou investigação do parlamentar, fica suspensa a prescrição do STF enquanto durar o mandato do deputado ou senador.

A prescrição é o prazo que a Justiça tem para investigar, julgar e punir uma pessoa acusada de cometer um crime. Se esse prazo se esgota sem que haja uma decisão final, o processo é encerrado, e o acusado não pode mais ser responsabilizado.

Nos casos de flagrante de crime inafiançável, o processo tem de ser remetido, em até 24 horas, à respectiva Casa do parlamentar.

A PEC ainda muda a lei do foro privilegiado, incluindo no rol os presidentes de partidos políticos com representação no Congresso Nacional.

Perguntas e Respostas
Quem foi designado como relator da PEC da Blindagem no Senado?

O senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, foi designado pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar, do PSD da Bahia, para relatar a PEC da Blindagem no Senado Federal.

Qual é o objetivo da PEC da Blindagem?

A proposta busca criar novas barreiras para que parlamentares e autoridades sejam investigados e processados, o que pode resultar em privilégios e impunidade.

Quais são as principais críticas à PEC da Blindagem?

Entre as principais críticas está a possibilidade de que as votações relacionadas a investigações de parlamentares ocorram de forma secreta, o que reduziria a transparência e dificultaria a responsabilização de quem ocupa cargos públicos.

Como se posicionaram os deputados federais de Sergipe em relação à proposta?

Na votação da Câmara, três deputados federais de Sergipe se posicionaram a favor da proposta: Rodrigo Valadares (União Brasil), Thiago de Joaldo (PP) e Gustinho Ribeiro (Republicanos), o que gerou repercussão negativa no estado.

Qual é a posição de Alessandro Vieira sobre a PEC?

Alessandro Vieira considera a proposta um grave retrocesso institucional e afirma que seu relatório será pela rejeição, apresentando os prejuízos que a proposta pode causar aos brasileiros.

Como Alessandro Vieira descreve a PEC da Blindagem?

Ele a descreve como inaceitável do ponto de vista democrático, afirmando que é “mais um tapa na cara do cidadão” e que, em vez de criar mecanismos de proteção para políticos, é necessário fortalecer a justiça e a igualdade perante a lei.

Qual é o compromisso de Alessandro Vieira como relator da PEC?

Alessandro Vieira promete um parecer técnico firme e embasado, alinhado com o clamor popular por justiça, transparência e responsabilidade no enfrentamento à PEC da Blindagem.

Portal Correio

Força-tarefa intensifica trabalho e controla incêndio na Serra do Cruzeiro, em São José do Bonfim

A força-tarefa responsável pelo combate ao incêndio na Serra do Cruzeiro, localizada em São José do Bonfim, realizou mais um dia de operações intensivas nas proximidades do Parque Nacional Serra do Teixeira nessa sexta-feira (19). O incêndio, que já dura sete dias, mobilizou um efetivo conjunto do Corpo de Bombeiros e dos brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Secretaria de Segurança e da Defesa Social através da Polícia Civil e do Grupo Tático Aéreo (GTA), Polícia Militar, Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade e Ministério Público da Paraíba (MPPB). A equipe técnica informa que o incêndio está controlado e se aproxima do final.

As ações do dia contaram com a participação de 61 militares, sendo 52 bombeiros e nove integrantes do Grupamento Tático Aéreo (GTA), que atuaram de forma coordenada no combate às chamas.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Saulo Laurentino, a operação transcorreu conforme o planejado. “Dentro das perspectivas que tínhamos estabelecido, nossas tropas permaneceram posicionadas em pontos estratégicos, combatendo os pequenos focos, enquanto o Grupamento Tático Aéreo realizou a extinção por aeronave próximo às nossas equipes terrestres, controlando os focos em locais de difícil acesso para que pudéssemos finalizar o trabalho por terra”, explicou.

Laurentino informou ainda que foi realizada uma varredura ao final do dia, constatando-se que alguns troncos de maior porte, que ainda apresentam combustão, estão sendo monitorados continuamente por 24 horas. “Se tudo ocorrer conforme nosso planejamento, realizaremos uma varredura final agora e outra pela manhã, com serviço de rescaldo nas áreas onde permanecem troncos mais frondosos em combustão. Com o monitoramento de 24 horas, acreditamos que, caso tudo transcorra de acordo com nossa estratégia, poderemos considerar a ocorrência encerrada no sábado no final da tarde”, projetou o comandante.

Investigação – O delegado Claudionor Lúcio, da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos, informou que as investigações prosseguem com resultados significativos. “As investigações continuam avançando. Hoje conseguimos ouvir seis pessoas e já identificamos o local de origem das chamas. A perícia técnica do incêndio será requisitada e, com o controle definitivo do fogo, os peritos deverão se deslocar para a área”, declarou Claudionor.

Reunião – Na tarde dessa sexta-feira (19), foi realizada uma reunião em João Pessoa, entre a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e Ministério Público da Paraíba (MPPB), para articular medidas complementares de apoio às operações de combate ao incêndio, apresentar dados do trabalho realizado e enfatizar a necessidade de um trabalho posterior ao combate às chamas e à responsabilização dos culpados, de prevenção pela educação.

A secretária de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, destacou a importância do trabalho realizado pela força-tarefa e reforça a importância do trabalho após o término do episódio. “É muito importante as entidades estarem envolvidas e trabalharem em conjunto. Avaliamos como necessária a realização de campanhas de educação ambiental, a fim de sensibilizar a população para a importância não apenas do parque mas daquela região, visto que estamos entrando em um período que o clima esquenta e os números de ocorrências de incêndios naquela região aumenta bastante”, afirmou a secretária.

A promotora Claudia Cabral e coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente afirmou que nos próximos dias apresentará ao procurador-geral um projeto de proteção à Caatinga. “Nos próximos dias estaremos apresentando ao procurador-geral um projeto estratégico de proteção à caatinga, um projeto que visa justamente trabalhar o princípio da prevenção. Estamos numa fase de coleta de dados para direcionar a atuação do Ministério Público na proteção desse importante bioma, que é 100 por cento nosso”, afirmou a promotora.

O procurador-geral de Justiça do MPPB, Leonardo Quintans, que também participou da reunião, reafirmou o compromisso do Ministério Público em atuar de forma integrada com os órgãos ambientais, policiais e de segurança.
“Não mediremos esforços para apoiar as investigações e responsabilizar criminalmente os culpados. O recado é claro: não haverá impunidade diante de ataques tão graves contra o patrimônio natural da Paraíba. Além de investigar e punir, também trabalhamos para planejar ações permanentes de proteção da Caatinga e prevenção de novos desastres”, disse o procurador.

Incêndio – No último sábado (13), o Corpo de Bombeiros de Patos recebeu um chamado reportando um incêndio florestal na Serra do Cruzeiro, em São José do Bonfim.

O Corpo de Bombeiros atua em operação integrada com a Polícia Militar, Polícia Civil, equipe técnica da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e brigadistas do ICMBio para conter as chamas e proteger a vegetação local.

A força-tarefa recebeu importante reforço na quinta-feira (18), quando o incêndio passou a contar com o apoio do Grupo Tático Aéreo (GTA), ampliando significativamente a capacidade operacional de combate ao fogo.

PB Agora

Impunidade levou Congresso a rever blindagem parlamentar em 2001

Foi a impunidade levou Congresso a rever blindagem parlamentar em 2001.Centenas de casos de impunidade de senadores e deputados investigados em crimes que incluíam corrupção, assassinatos e tráfico de drogas chocaram a opinião pública durante toda a década de 1990.

Como a Justiça precisava de autorização da Câmara ou do Senado para processar parlamentares, na prática, eles ficavam imunes a processos enquanto durava o mandato, atrasando, por anos, as investigações.

A revolta contra essa situação levou o Congresso Nacional a aprovar, em dezembro de 2001, a Emenda Constituição (EC) 35, que acabou com a exigência de autorização prévia para processar criminalmente um parlamentar.

Agora, a Câmara dos Deputados tenta retomar a proteção inicialmente prevista na Constituição de 1988, por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3 de 2021, conhecida também como PEC da Blindagem e PEC das Prerrogativas. A medida prevê que seja necessária a autorização da maioria das casas legislativas, em uma votação com voto secreto, para que parlamentares respondam a processos judiciais.

A jornalista Tereza Cruvinel trabalhou na editoria de política do jornal O Globo por mais de 20 anos, acompanhando o trabalho legislativo da Constituição à promulgação da emenda 35.

“Começaram a surgir parlamentares com envolvimentos criminais. Muitas vezes, eles pertenciam a partidos poderosos, e o Judiciário não conseguia as licenças para processá-los. Quando o Supremo pedia, era invariavelmente negado. Quase 300 pedidos foram negados até 2001”, lembrou.

Segundo a profissional, a aprovação da emenda que acabou com a necessidade de autorização do Congresso para as investigações foi motivada pelos inúmeros casos de impunidade relatos pela mídia. “Foi uma reprovação da sociedade àquele protecionismo extremo de parlamentares, que eram praticamente inalcançáveis pela lei. Houve uma confusão entre imunidade e impunidade”, completou a jornalista que, entre 2007 e 2011, foi presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Blindagem para o deputado da motosserra
Um dos casos que contribuiu para mudar a Constituição foi o do “deputado da motosserra”. Eleito em 1998, o parlamentar acreano Hildebrando Pascoal acabou condenado, após deixar o Parlamento, por tráfico de drogas e diversos homicídios, entre os quais, o esquartejamento de desafetos com um motosserra.
Cruvinel destacou que, mesmo nos casos mais chocantes, o Congresso preferia caçar o mandato do que permitir que o Judiciário abrisse uma ação penal.

“O caso do Hildebrando foi apenas o caso mais emblemático. Quando os crimes dele estavam provados, e o Supremo pediu a licença, em vez de conceder, preferiram caçá-lo para não dar precedente e preservar aquele mecanismo”, comentou.

Sérgio Naya e o Palace 2
Outro caso que apressou a aprovação da EC 35 foi a desabamento do Edifício Palace 2, que matou oito pessoas no Rio de Janeiro, em 1998, e pertencia ao engenheiro e deputado federal Sérgio Naya, responsável técnico pela construção do prédio.

“As PECs que tramitavam sobre o tema nesta casa tiveram o seu andamento acelerado pela pressão popular, entrando na pauta de discussão da Comissão de Constituição e Justiça”, diz documento dos anais do Senado.

Atentado no restaurante
Outro caso que contribuiu para aprovação da EC 35 foi o do senador Ronaldo Cunha Lima, da Paraíba. Quando era governador, ele atirou contra seu rival político, o ex-governador Tarcísio Burity, em um restaurante de João Pessoa, em 1993.

Cunha Lima chegou a ser preso, mas conseguiu habeas corpus. Em 1995, foi eleito senador e contou com a imunidade que duraria 8 anos. Ainda em 1995, o STF pediu licença para processar o parlamentar, mas o Senado só analisou o caso quatro anos depois, em 1999, negando a autorização.

Cunha Lima só foi processado depois da emenda 35. Porém, em outubro de 2007, a poucos dias de ser julgado no STF, o parlamentar renunciou ao cargo para levar o caso para a 1ª instância do Judiciário.

A família de Buricy reagiu com indignação. “Ele passou 14 anos ludibriando a Justiça. Agora, quando sabia que ia ser julgado, renunciou para ser julgado pelo Tribunal do Júri. É uma palhaçada”, lamentou à época a viúva do político, Glauce Burity.

Constituinte de 1988
Quando o constituinte de 1988 incluiu na Constituição a exigência de autorização para processos criminais contra deputados e senadores, ele tinha em mente criar uma proteção aos deputados depois de 21 anos de ditadura militar.

Tereza Cruvinel, que também cobriu a Constituinte de 1988, destacou que, na época, os constituintes temiam perseguições políticas após a redemocratização.

“A constituinte, que vinha para encerrar uma ditadura, teve a intenção de proteger os parlamentares contra eventuais futuros abusos, um retrocesso, uma nova ditadura ou meia ditadura. O deputado de hoje, por outro lado, está pensando em garantir uma blindagem contra quaisquer iniciativas da Justiça, inclusive dos delitos que envolvem emendas parlamentares”, acrescentou.

Segundo especialistas e organizações que trabalham com o combate a corrupção, a atual PEC da Blindagem pode favorecer a corrupção no uso de emendas.

A analista legislativa Orlange Maria Brito escreveu artigo sobre o tema e destacou que a proteção pensada para os parlamentares que saíam de uma ditadura começou a ser questionada uma vez que foi “desviada da sua correta utilização”.

“Permite-nos questionar a necessidade e atualidade em tempos em que não mais existiam a situação de autoritarismo do momento histórico e político em que foram concebidas”, ponderou.

Ainda segundo a especialista, “diante de inúmeros fatos, ocorridos à época, instalou-se a preocupação em evitar que a imunidade se degenerasse como mecanismo que lograsse acobertar atos delituosos que não deveriam fugir da atuação do Poder Judiciário”.

Proteger o Parlamento
Os defensores da PEC 3 da blindagem de 2021 afirmam que a proposta visa proteger o exercício do mandato parlamentar contra interferências indevidas do Judiciário e contra supostas “perseguições políticas”.

O relator da PEC da blindagem na Câmara, deputado Claudio Cajado (PP-BA), rejeita o argumento de que a proposta limite as ações criminais contra parlamentares.

“Isso aqui não é uma licença para abusos do exercício do mandato, é um escudo protetivo da defesa do parlamentar, da soberania do voto e, acima de tudo, do respeito à Câmara dos Deputados e ao Senado”, justificou.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu que o Congresso Nacional não barraria investigações contra quem cometeu crimes.

“Quem cometer crime vai pagar, uai. É simples assim, a gente vota, e a gente mostra que essa casa é contra criminoso”, disse Nikolas durante a sessão.

Clickpb com Agência Brasil

Maioria da bancada paraibana vota a favor da urgência do PL da Anistia

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17), por 311 votos a favor, 163 contra e 7 abstenções, o regime de urgência para a tramitação do Projeto de Lei da Anistia (PL 2162/23), que pode beneficiar condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro. A decisão acelera a análise do projeto, que poderá ser votado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões da Casa.

Na Paraíba, a votação dividiu a bancada, mas a maioria apoiou a urgência. Sete deputados votaram a favor, três contra, um se absteve e um não registrou voto.

Como votaram os paraibanos:

A favor: Aguinaldo Ribeiro (PP), Cabo Gilberto Silva (PL), Mersinho Lucena (PP), Romero Rodrigues (Podemos), Ruy Carneiro (Podemos), Wellington Roberto (PL) e Wilson Santiago (Republicanos).

Contra: Luiz Couto (PT), Gervásio Maia (PSB) e Damião Feliciano (União Brasil).

Abstenção: Hugo Motta (Republicanos).

Ausente: Murilo Galdino (Republicanos).

A aprovação da urgência foi comemorada pela oposição e parlamentares ligados ao PL, que chegaram a fazer orações e celebrar no plenário. Já partidos governistas criticaram a medida, apontando que a proposta pode abrir caminho para uma “anistia disfarçada” aos envolvidos nos ataques às instituições democráticas.

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