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Ninguém acerta a Mega-Sena e prêmio acumula em R$ 12 milhões

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.103 da Mega-Sena e o prêmio principal acumulou. O sorteio foi realizado nessa terça-feira (4), no Caminhão da Sorte estacionado na cidade de Santo Anastácia, no interior do estado de São Paulo.

Foram sorteadas as seguintes: dezenas: 03 – 13 – 40 – 44 – 46 – 50.

O prêmio estimado pela Caixa para o próximo concurso, que será realizado nesta quinta-feira (6), é R$ 12 milhões.

A quina registrou 40 apostas vencedoras, e cada ganhador receberá R$ 34.939,71. A quadra teve 2.226 apostas ganhadoras; cada acertador receberá o prêmio de R$ 896,92.

Com a Mega Semana de Verão, mais dois sorteios serão realizados esta semana: um amanhã e outro no próximo sábado (8). Normalmente, eles ocorrem em dois dias da semana: quarta-feira e sábado.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) desta quinta-feira, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Agência Brasil

Força Tática realiza abordagem e prende dois jovens por tráfico de drogas, no Vale do Piancó

Durante abordagens realizadas pela guarnição da Força Tática na tarde desta terça-feira (04), na divisa entre as cidades de Curral Velho e Santana de Mangueira, no Sertão da Paraíba, foram presos os jovens Matheus Matias da Silva e Juliano Cézar Rodrigues Alves.

De acordo com as formações, os jovens já têm passagem por furto e tráfico de drogas. E na ocasião, os mesmos estavam com maconha e de posse de uma moto irregular que, conforme as informações, seria usada como moeda de troca por droga na cidade de Manaíra.

Diamante Online

Patos é a terceira cidade com maior furto de energia no sertão e Energisa realiza mega operação

Na segunda-feira (03), a Energisa começou uma ação de combate ao furto de energia na cidade de Patos, sertão do estado.

A operação, que acontece com apoio da Polícia Civil e o Instituto de Polícia Cientifica (IPC), continua nesta terça-feira, 04. Patos é a terceira cidade com maior índice de furto de energia no Sertão do Estado. Com as ações realizadas em 2018, a Energisa conseguiu recuperar 13.000 MWh que vinham sendo desviados por furto de energia, quantidade suficiente para abastecer mais de 70 mil casas por um mês.

“O consumidor regular também é prejudicado com a prática dos ‘gatos’, pois parte do valor roubado é acrescido na tarifa”, afirma Felipe Costa, gerente de Combate às Perdas. Além do prejuízo financeiro, o consumidor pode ter a qualidade do fornecimento de energia prejudicada, já que a rede não foi dimensionada para suportar gambiarras, pode provocar incêndios e choques elétricos, colocando em risco a vida das pessoas.

Apenas neste ano, mais 10 mil unidades consumidoras foram autuadas na Paraíba, totalizando cerca de 175.300 MWh desviados, quantidade suficiente para abastecer todos os clientes residenciais da capital João Pessoa, por um mês. Ao todo, mais de 100 pessoas foram presas pelo crime.

A importância do trabalho de combate a esse tipo de crime é também um apelo da sociedade e do governo, uma vez que reflete diretamente na arrecadação do ICMS para o Estado, ressalta Felipe Costa. “O Governo estadual deixa de arrecadar anualmente mais de R$ 35 milhões em função do furto de Energia no estado da Paraíba. A população perde com isso, uma vez que este valor poderia ser revertido em infraestrutura básica, saúde e educação, por exemplo” .

O cliente pode e deve denunciar os furtos de energia, de forma anônima, furtos de energia, pelo telefone 0800 083 0196, site e/ou aplicativo Energisa On.

Diário do Sertão

Agricultor é hospitalizado após ter benefício suspendo pelo INSS, em Pombal; Advogado critica critérios

O “pente-fino” realizado pelo governo federal desde 2016 nos benefícios previdenciários em todo Brasil resultou em cerca de 700 mil cancelamentos de pagamento de auxílio-doença e aposentadorias por invalidez.

De acordo com o próprio INSS, a cada duas pessoas que passaram por perícia uma teve o pagamento suspenso ou cancelado.

Em Pombal, um desses atingidos quase morria após receber a informação do cancelamento.

A informação exclusiva foi divulgada nesta terça-feira (04) no jornal “Primeira Hora”, da rádio Liberdade FM, de um agricultor de 42 anos, de pré-nome “Francisco”, que mora no centro da cidade, e passou mal ao saber da decisão do INSS.

Na manhã de segunda, ele procurou o escritório do seu advogado, Jaques Wanderley, e precisou ser socorrido pelo SAMU para o hospital regional local.

Ao falar sobre o caso no informativo radiofônico, Jaques criticou o critério adotado pelo órgão previdenciário.

“A forma como são feitas as perícias mostra a fragilidade do critério adotado pelo INSS, que convoca a perícia com o único objetivo de suspender o benefício, independente se a pessoa está doente ou não”, disse o advogado, destacando que existia decisão da justiça federal determinando que o auxílio fosse mantido enquanto a doença persistisse no agricultor.

“É uma vergonha o que está acontecendo”, endossou.

Jaques Wanderley informou que impetrará uma Ação de restabelecimento de benefício na justiça federal, contra o ato do INSS.

Blog do Naldo Silva

Base Nacional Comum Curricular do ensino médio é aprovada pelo Conselho Nacional de Educação

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta terça-feira (4) a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio. Foram 18 votos a favor e duas abstenções. Essa foi a última etapa antes da homologação do documento, que servirá como orientação para os currículos de todas as escolas públicas e privadas do país.

A BNCC tem caráter normativo e não precisa passar por votação no Congresso nem sanção presidencial. Porém, ela ainda precisará ser homologada pelo ministro da Educação.

A base define o conteúdo mínimo que os estudantes de ensino médio de todo o Brasil deverão aprender em sala de aula, e deve ser implementada em cada estado conforme as realidades locais. A previsão é que as mudanças estejam em vigor no início do ano letivo de 2022.

Português e matemática obrigatórios nos três anos
Segundo Eduardo Deschamps, presidente da comissão da BNCC no CNE, o documento aprovado permite maior flexibilidade às escolas na distribuição dos conteúdos de maior parte das disciplinas. “São 4 áreas [de conhecimento], sendo que português e matemática ganham destaque porque estarão nos 3 anos do ensino médio. As outras, podem ser tratadas em um ano ou dois, depende da organização do currículo”, afirmou ele ao G1.

Vale lembrar que, antes da BNCC, o Brasil não tinha um currículo nacional obrigatório, e as únicas disciplinas listadas por lei como obrigatórias nos três anos do ensino médio eram português, matemática, artes, educação física, filosofia e sociologia.

Em setembro de 2016, com a MP que reformou o ensino médio, o governo de Michel Temer alterou o texto da LDB para retirar artes, educação física, filosofia e sociologia da lista de disciplinas explicitamente obrigatórias nos três anos. Porém, depois de críticas à mudança, elas foram reincluídas na lista no ato da sanção da lei, em fevereiro de 2017.

O que muda no ensino médio?

Matemática e português terão carga horária obrigatória nos três anos do ensino médio;
Demais conhecimentos poderão ser distribuídos ao longo destes três anos (seja concentrado em um ano, ou em dois, ou mesmo em três)
Os currículos estaduais devem ser adaptados e implementados até o início das aulas de 2022
“O trabalho com o estudante do ensino médio não será mais aplicado em disciplinas, mas sim na resolução de problemas”, disse o conselheiro.

“Em vez de estudar especificamente uma disciplina de física ou química, eu posso tratar de um problema de matemática e meio ambiente, aplicar os conhecimentos conjugados. A organização [curricular] deixa de ser estanque e passa a ser mais focada no cotidiano”, afirmou Deschamps.

Em construção desde 2015

A aprovação da BNCC nesta terça encerra um processo de construção que durou três anos e meio. A duração do processo no caso do ensino médio foi mais lenta por causa do anúncio da reforma do ensino médio em 2016, o que acabou “fatiando” a BNCC em duas. A versão específica para os ensinos infantil e fundamental foi aprovada em dezembro de 2017.

Antes de aprovar a BNCC do ensino médio, o CNE precisou redefinir as diretrizes curriculares, processo que foi concluído em novembro deste ano.

Reforma do ensino médio

A reforma estabeleceu um currículo baseado em cinco itinerários formativos:

linguagens e suas tecnologias
matemática e suas tecnologias
ciências da natureza e suas tecnologias
ciências humanas e sociais aplicadas
formação técnica e profissional
Com a reforma, ficou estabelecido que as escolas poderiam escolher como iriam ocupar 40% da carga horária do ensino médio. Os demais 60% seriam estabelecidos pela BNCC.

A reforma também previa mais escolas em tempo integral. A meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê que, até 2024, 50% das escolas e 25% das matrículas na educação básica (incluindo os ensinos infantil, fundamental e médio) estejam no ensino de tempo integral.

G1

Prejuízo por furto de energia chega a R$ 100 milhões na Paraíba

Os furtos de energia elétrica e as ligações clandestinas implicam em riscos aos usuários, moradores e até vizinhos próximos às irregularidades. Os conhecidos ‘gatos’, feitos desde pessoas de baixa renda até fazendeiros, representam um prejuízo superior a R$ 100 milhões à Energisa anualmente, o suficiente para abastecer a cidade de João Pessoa por um mês. Cerca de 99 pessoas foram detidas só este ano por furtar energia elétrica na Paraíba.

“A Energisa tem 80 equipes no estado trabalhando em tempo integral para combater os furtos, combate que está sendo intensificado em parceria com a Polícia Civil. Já fizemos, este ano, mais de 50 mil fiscalizações, que resultaram em 99 pessoas presas e cerca de 10 mil autuações por irregularidades”, informou o gerente de combate à perdas da companhia, Felipe Costa.

Consequências

As instalações irregulares podem causar choques e descargas elétricas graves, incêndios, curto circuito nas residências portadoras e vizinhas, fuga de energia e variação na tensão da localidade. Felipe Costa disse que as equipes passam por muitos treinamentos e utilizam equipamentos de segurança para poder mexer na rede elétrica. Quem se submete a fazer um ligamento clandestino está correndo um grande risco de causar sua própria morte ou a de outras pessoas.

Além dos perigos, os furtos podem prejudicar a qualidade do fornecimento de outras residências e impacta diretamente nas taxas da conta de luz.

Cabos partidos

Os cabos da rede elétrica podem se partir por diversas causas: vandalismo, pipas na rede, colisões de veículos em postes, excesso de carga por ligação à revelia, árvores na rede, dentre outras. E, mesmo partidos e sobre o solo, os cabos podem estar energizados. Por isso, é importante as seguintes orientações:

– Nunca toque ou se aproxime de cabo partido;

– Não tente socorrer ninguém que estiver preso a um cabo partido. Você, certamente, será eletrocutado também;

– Nas colisões de veículos com os postes da rede elétrica, os cabos elétricos poderão cair sobre o solo, cercas, sobre residências ou sobre veículos. Nesse caso, não saia de dentro do carro e acione a Energisa.

Em caso de dúvidas ou emergências, contate os canais de atendimento da Energisa ou vá até uma agência de atendimento presencial. Você também pode consultar o aplicativo ‘Energisa On’, disponível na Apple Store e Google Play.

PortalCorreio

Gilmar Mendes pede vista e adia julgamento sobre liberdade do ex-presidente Lula

Após dois votos contrários à libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Gilmar Mendes pediu vista (mais tempo para analisar o processo) e adiou a conclusão do julgamento na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Antes do pedido de Gilmar Mendes, Edson Fachin (relator) e Cármen Lúcia tinham votado contra a concessão de liberdade a Lula e contra a anulação dos processos relacionados a Lula nos quais Sérgio Moro atuou como juiz federal. Os dois pedidos foram feitos pela defesa de Lula. Além do voto de Gilmar Mendes, faltam os de Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Não há data para o julgamento prosseguir.

Os advogados de Lula apresentaram o pedido de liberdade depois de Sérgio Moro, ainda como juiz responsável pela Lava Jato, ter aceitado o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para ser ministro da Justiça. Para a defesa, a aceitação do convite comprova parcialidade de Moro na condenação do ex-presidente. Lula se diz inocente.

Lula está preso desde abril deste ano. O ex-presidente foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em processo da Operação Lava Jato a 12 anos e 1 mês de prisão. A sentença foi do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, que ampliou a pena originalmente determinada por Moro (9 anos e 6 meses de prisão).

Votos dos ministros

Saiba como votaram os ministros Fachin e Cármen Lúcia:

Luiz Edson Fachin (relator)

O ministro Edson Fachin disse que os argumentos da defesa de Lula se concentraram na suspeição de Sergio Moro. Por isso, argumentou, não há fatos novos a serem analisados pelo Supremo.

Segundo ele, outros tribunais já reconheceram que Moro não foi parcial, como o Tribunal Regional Federal da 4ª Região e o Superior Tribunal de Justiça.

“Ninguém está acima da lei, nem parlamentares nem juízes. Todos a quem a Constituição atribuiu poder de aplicá-la devem observância e devem respeito à ordem normativa”, afirmou Fachin.
“Não deixo de anotar que houve procedimentos heterodoxos, mesmo que para finalidade legítima”, disse o ministro. Para Fachin, no entanto, exige-se “mais que indícios ou narrativas” para se comprovar que houve eventual falha do juiz.
Sobre a condução coercitiva de Lula, determinada por Moro, Fachin considerou “inviável” afirmar que a concessão da medida seja prova de comportamento tendencioso.

“A análise das provas desses autos, nos limites do habeas corpus, não permite a pronta constatação de constrangimento ilegal derivado de suspeição”, disse.

Cármen Lúcia

A ministra Cármen Lúcia, segunda a apresentar o voto, acompanhou o relator. Segundo a ministra, as providências adotadas pelo então juiz foram, na maior parte das vezes, Tomadas a pedido do Ministério Público.

“O Supremo sempre exigiu que para as alegações de suspeição há que haver a demonstração com prova documental que seja suficiente para que se tenha a conclusão no sentido da parcialidade”, argumentou a ministra.

Defesa
Antes dos votos dos ministros, o advogado Cristiano Zanin afirmou na tribuna que o Brasil é signatário de tratados internacionais que garantem a todo cidadão o direito a um julgamento “justo”, o que não houve no caso de Lula.

“Esse magistrado deu à sociedade garantias de que estava sendo imparcial? A resposta me parece negativa”, afirmou.

O advogado disse que Lula foi submetido a um “espetáculo” durante condução coercitiva “desnecessária”, determinada pelo então juiz Sergio Moro, e que seus familiares tiveram dados sigilosos divulgados.

Zanin afirmou ainda que Lula foi julgado “por alguém que, ao longo do tempo, mostrou ter convicção de que a culpa era pré-estabelecida e estava pré-definida”.

Segundo o defensor, cada decisão mostra, “de forma clara”, que Lula jamais teve a hipótese de ser absolvido por Moro.

Ministério Público
Cláudia Sampaio Marques, subprocuradora-Geral da República, defendeu que o habeas corpus sequer fosse julgado, pois caberia à defesa trazer provas de que Sergio Moro foi parcial, o que, em sua análise, não foi feito.

Segundo ela, o Supremo já corrigiu “eventuais abusos”. “No âmbito da Lava Jato, muitas pessoas foram conduzidas coercitivamente, foi uma prática disseminada, atendendo ao pleito do Ministério Público”, disse. “Não há qualquer imparcialidade”, afirmou.

“Não consigo ver parcialidade no fato posterior ao julgamento da ação penal”, disse ainda a subprocuradora-geral, referindo-se ao convite de Moro para o ministério.

“Naquela época nem se cogitava que o presidente eleito seria sequer candidato à Presidência da República. Seria um passo largo demais um passado que não tem qualquer relação com esse fato.”

Adiamento negado

No início da sessão, o advogado de Lula, Cristiano Zanin, pediu o adiamento do julgamento argumentando que a defesa apresentou um novo habeas corpus ao Supremo.

Por votos 3 votos a 2, esse pedido foi negado. Os ministros também negaram, sob o mesmo placar, o envio dos dois pedidos ao plenário.

O relator do habeas corpus, ministro Edson Fachin, disse que o outro pedido chegou à Corte às 23h desta segunda-feira e sequer tinha relator. Em seguida, o ministro Gilmar Mendes sugeriu que ambos os pedidos fossem levados ao plenário, para análise dos 11 ministros da Corte, mas Fachin afirmou que já estava pronto para julgar o habeas corpus na turma.

O ministro Ricardo Lewandowski disse que se tratava dde uma “questão complexa que está sendo apreciada pela primeira vez pelo STF” – a possibilidade de examinar uma suspeição de um juiz por meio de um habeas corpus – defendeu que o caso fosse levado a plenário.

Lewandowski citou que está na pauta do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a definição sobre continuidade de processos sobre Sérgio Moro, e que o Supremo poderia “influenciar” o entendimento. O CNJ analisa a questão sobre Moro no próximo dia 11. “Eu me inclinaria pelo adiamento”, afirmou.

O ministro Celso de Mello afirmou que, no novo pedido, há argumentos que não estão presentes no anterior, e votou para negar o adiamento e manter o habeas corpus na Turma.

“A mim me parece que deveríamos realizar o julgamento na presente sessão”, disse. Sobre o envio da questão ao plenário, Mello considerou que, neste caso, “não há algo que merecesse a sujeição da controvérsia ao plenário”.

Última a se posicionar, a ministra Cármen Lúcia disse que não há demonstração de que há o mesmo objeto nos dois casos.

“Não haveria nenhuma perda para a defesa”, disse a ministra. “Ele terá uma nova oportunidade de julgamento”, afirmou. Para a ministra, não é o caso de envio do pedido do plenário.

G1

João e outros governadores se reúnem em Brasília em busca de recursos do pré-sal e outras receitas

Na expectativa de reforçar o caixa dos estados a partir de 2019, João Azevedo (PSB) e outros governadores eleitos e reeleitos do Nordeste estiveram reunidos nesta terça-feira (4), em Brasília.

Desta vez, os novos governadores da região Norte também foram convidados, mas só o do Amapá, Waldez Goes, que foi reeleito, compareceu. Segundo o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), a ideia do encontro foi para pressionar para que haja avanço dos temas considerados fundamentais, os quais estão no Congresso. Na Câmara, o grupo acompanhou a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP 459), que trata da securitização da dívida ativa.

Segundo João Azevêdo, as principais matérias em pauta no Senado e na Câmara Federal que demandam o acompanhamento dos governadores são a securitização da dívida ativa e o bônus da assinatura do pré-sal.

“É importante que a gente mantenha essa frequência de reuniões e de acompanhamentos de projetos que estão em votação no Senado e na Câmara Federal. Essas pautas se tornam extremamente importantes diante do quadro que os Estados enfrentam em relação à receita, e esses projetos em tramitação atualmente, podem trazer acréscimos à receita dos Estados e é isso que estamos apresentando ao governo federal e à equipe do governo que vai se instalar a partir de 1º de janeiro”, argumentou.

O texto da securitização da dívida ativa autoriza a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios a cederem, com ônus, os direitos originados de créditos tributários e não tributários, inclusive inscritos na dívida ativa.

“Trata-se de uma carteira de recebíveis que os estados têm, já aprovada no Senado, que coloca uma forma moderna de cobrança. Isso ajuda no combate à sonegação e no melhoramento da capacidade de investimentos para o fundo de previdência dos estados”, explicou Wellington Dias.

O outro projeto que está no radar dos governadores é que da cessão onerosa. Primeiro item na Ordem do Dia do Plenário do Senado, o texto que autoriza a Petrobras a entregar a empresas privadas nacionais ou estrangeiras até 70% dos direitos de exploração do pré-sal (PLC 78/2018) só será votado se houver um acordo para divisão dos recursos arrecadados (estimados em R$ 100 bilhões) com estados e municípios.

O impasse sobre a divisão da receita com estados e municípios, discutido há semanas, ainda não foi resolvido.

A dificuldade para se chegar a um acordo na chamada cessão onerosa vem de uma interpretação do Ministério da Fazenda de que o repasse dos recursos extrapola o teto dos gastos.

“Estamos tratando de receitas que são de interesse dos estados, de todas as regiões, mas de modo especial porque nós estamos falando de receitas do fundo de participação como regra, há um interesse maior de governadores do Norte e Nordeste e de todos os municípios do Brasil. Essa é uma receita nova. Quem é governador, quem vai ser num próximo mandato, a expectativa que se tem de uma nova receita no Brasil é essa. Ou tratamos de garantir o cumprimento da Constituição ou perdemos uma receita que é fundamental para o equilíbrio das contas e para investimentos e previdência”, disse Dias.

Na capital federal, os gestores do Nordeste ainda buscam modificar, no Supremo Tribunal Federal (STF), a metodologia utilizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a distribuição de cotas do salário-educação.

“A forma mais justa é a distribuição por número de alunos, uma distribuição per capita por cada Estado, e esperamos que isso seja resolvido nos próximos dias”, declarou o governador eleito da Paraíba.

Além de João Azevêdo, estiveram presentes ao encontro os governadores Camilo Santana (reeleito no Ceará), Rui Costa (reeleito na Bahia), Wellington Dias (reeleito no Piauí), Paulo Câmara (reeleito em Pernambuco), Fátima Bezerra (eleita no Rio Grande do Norte), Renan Filho (reeleito em Alagoas) e Carlos Brandão (vice-governador eleito do Maranhão). O governador reeleito do Amapá, Waldez Góes, também participou da reunião.

Próxima reunião será dia 12

Na quarta-feira (12), governadores de todos os estados voltam a reunir em Brasília. Desta vez, o encontro terá como tema principal a segurança pública.

Além da presença do atual ministro da Segurança, Raul Jungmann, que vai falar sobre a implementação do Sistema Único de Segurança (Susp), o futuro ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sergio Moro, também deverá dizer aos governadores como pretende atuar.

Clickpb com Agência Brasil

Mulheres são presas pelo GTE com aproximadamente 1 kg de crack na Cidade de Cajazeiras

Duas mulheres identificadas como Geralda Maria Ferreira de Arruda, 37 anos e Tainá Gomes da Silva 20 anos, ambas residentes no bairro Capoeiras, foram presas na tarde desta segunda-feira (03) por agentes do (GTE) Grupo Tático Especial da Polícia Civil de Cajazeiras suspeitas de tráfico de Drogas.

Com as acusadas foi apreendido aproximadamente 1kg de crack.

As duas suspeitas foram levadas à Delegacia de Cajazeiras e apresentadas ao delegado de Plantão bem como a droga apreendida.

Seja qual for o canal, a denúncia é a principal forma de contribuição do cidadão com a Segurança Pública. As informações repassadas pelo serviço 197 da Polícia Civil, são cruciais para prisão de criminosos, apreensões de entorpecentes, armas, explosivos e para elucidar casos de homicídios e latrocínios.

FONTE: Repórter PB

Fachin abre processo no STF para apurar caixa dois de Onyx

BRASÍLIA – O ministro Edson Fachin , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), determinou a abertura de um processo para apurar o pagamento de caixa dois do grupo J&F , dono da JBS, para o deputado Onyx Lorenzoni(DEM-RS), futuro chefe da Casa Civil do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro . Não se trata de inquérito ainda, mas de uma fase anterior do processo. Fachin atendeu a um pedido da procuradora-geral da República Raquel Dodge para abrir dez processos com o objetivo de apurar o suposto pagamento de caixa dois a parlamentares.

No caso de Onyx, os delatores relataram dois repasses: um de R$ 100 mil, em 2014, e outro de R$ 100 mil, em 2012. O primeiro já foi admitido pelo futuro ministro, mas ele nega o recebimento de 2012. Com a abertura do novo processo, caso Dodge considere que há elementos para prosseguir com uma investigação, ela poderá pedir a abertura de um inquérito contra Onyx ou arquivar a petição se considerar as provas insuficientes.

Também foram abertos processos apurar apurar as condutas dos deputados Alceu Moreira (MDB-RS), Marcelo Castro (MDB-PI), Jerônimo Goergen (PP-RS), Paulo Teixeira (PT-SP) e Zé Silva (SD-MG), e dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Wellington Fagundes (PR-MT).

Fachin é o relator da Operação Lava-Jato e da delação dos executivos do grupo J&F no STF. Mas os novos processos não irão automaticamente para ele. Serão encaminhados para a livre distribuição, ou seja, haverá sorteio para escolha de seus relatores. Com exceção do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, qualquer um dos demais dez integrantes do STF, inclusive o próprio Fachin, poderá ser sorteado relator de um desses processos.

“Verificou-se, como consta nas planilhas do ‘item 2’ acima, situações em que o recebimento de dinheiro de forma dissimulada ocorreu no curso do mandato parlamentar por agentes políticos que ainda são detentores de foro no STF, fazendo-se necessária a autuação de petições autônomas para adoção de providências em relação a cada autoridade envolvida”, escreveu Dodge no pedido para a abertura dos processos.

Crimes prescritos

Também a pedido da procuradora-geral da República, Fachin determinou que houve prescrição nos pagamentos via caixa dois na eleição de 2006. Essa parte da investigação resultante da delação da J&F foi, portanto, arquivada. Os supostos crimes que poderão resultar em novos inquéritos são posteriores e teriam ocorrido entre as eleições de 2008 e 2014.

Dodge também pediu o fim da investigação relativa a três políticos já falecidos. Mas Fachin argumentou que ela deixou de apresentar as certidões de óbito. Assim, não atendeu essa solicitação.

A procuradora-geral tinha afirmado ainda que, após a abertura desses processo, faria uma nova análise dos autos para determinar a remessa à primeira instância dos casos envolvendo os políticos não eleitos neste ano e que, por isso, perderam o foro privilegiado. Após essa análise, ela pedirá novos desmembramentos da investigação baseada na delação da J&F

paraiba.com.br com O Globo