Uma tentativa de homicício tendo como vítima o adolescente Luiz Otávio Ferreira da Silva de 15 anos, foi registrada por volta das 23h deste sábado (03), na cidade de Sousa.
De acordo com informações, a vítima estava próximo de sua residência quando em determinado momento foi surpreendido por uma dupla que estava em uma motocicleta, onde ao lhe avistarem passaram a efetuar diversos disparos de arma de fogo, sendo ele atingido com um tiro no pé.
Após o crime, os acusados foragiram tomando destino ignorado. A vítima foi socorrida por terceiros para o Hospiral Regional de Sousa, para receber o devido atendimento médico. A Polícia Militar foi acionada e realizou diligências de posse de algumas informações dos suspeitos, porém sem êxito na prisão da dupla.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve o menor percentual de faltantes desde 2009, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 24,9%, o que representa cerca de 1,4 milhão de estudantes do total de 5,5 milhões de inscritos.
Até então a menor porcentagem de ausentes foi registrada em 2011, quando 26,4% não fizeram as provas. De acordo com o ministro da Educação, Rossieli Soares, o número final de faltantes será divulgado no segundo dia do exame, 11 de novembro. Aqueles que comparecerem no segundo dia de prova serão considerados presentes.
Para Soares, a redução das faltas se deve, entre outros motivos, pela mudança nas regras do exame. Os estudantes isentos que faltarem perderão a isenção no próximo Enem caso não justifiquem a ausência. Além disso, contribuiu o fato das provas serem realizadas em dois domingos e não mais em um sábado e um domingo. “Importante termos esse resultado. Avançarmos na questão dos ausentes”, diz Soares. Na avaliação dele, a logística “funcionou e está funcionando maravilhosamente bem”.
Do total de inscritos, 10,55% até hoje (4), no primeiro dia do Enem não acessaram o cartão de confirmação, que contém o local de prova, o que equivale a 581.892 participantes. Na avaliação do Inep, o acesso foi grande.
Hoje, os estudantes fizeram provas de linguagem, ciências humanas e redação. O exame segue no dia 11 de novembro, quando os estudantes farão provas de ciências da natureza e matemática.
O gabarito oficial será divulgado em 14 de novembro, juntamente com os Cadernos de Questões, no Site do Enem e no Aplicativo. Já o resultado deverá ser divulgado no dia 18 de janeiro de 2019.
Provas canceladas
As provas tiveram que ser canceladas em dois locais de prova, um em Porto Nacional (TO) e um em Franca (SP) devido a falta de energia elétrica. Segundo o Inep, esses estudantes poderão fazer o segundo o dia de prova normalmente. O Enem será reaplicado nos dias 11 e 12 de dezembro para esses estudantes. Aqueles que forem prejudicados poderão fazer apenas o dia do exame que não conseguiram fazer na data regular.
Segurança
Duas pessoas foram presas em Montes Claros (MG) por uso de ponto eletrônico no exame. Essas pessoas já vinham sendo monitoradas pela Polícia Federal. Além desses participantes, 69 foram eliminados, dois por se recusarem a ser revistados por detector de metal e 67 por descumprimento das regras do edital, como ausentar-se antes do horário permitido, não atender orientações dos fiscais, entre outras.
Neste ano, a aplicação do Enem conta com cinco vezes mais detectores de metais. Todos os banheiros passaram a contar com detectores. Além disso, todas as medidas de segurança da edição passada foram mantidas.
O Enem é monitorado, pela primeira vez, no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), além dos Centros Integrados de Comando e Controle Regionais (CICCR), distribuídos pelas unidades da Federação e com representantes de todas as forças de segurança envolvidas na aplicação.
Denúncias
Os candidatos também poderão usar a Página do Participante para denunciar qualquer intercorrência que tenha atrapalhado a execução da prova. Podem usar o canal para denunciar também fake news, notícias falsas que recebam. Os participantes podem também entrar em contato com o Inep pelo telefone 0800-616161.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF), encerrou em todo País, a Operação Finados de 2018, que começou às 00h00 da quinta-feira (1) e encerrou às 23h59 deste domingo (4). Nas rodovias federais da Paraíba foi registrado, nos quatro dias do feriadão, um total de seis acidentes que resultaram em cinco pessoas feridas e uma morte.
Dados preliminares indicam que, entre os dias 1º e 4 de novembro, foram fiscalizados um total de 1.629 veículos e emitidos 745 autos de infração, a maioria por excesso de velocidade. Foram autuados ainda 14 condutores por dirigir sob efeito de álcool, e 63 por não usar o cinto de segurança.
A PRF realizou 16 detenções de pessoas, recuperou um veículo roubado e recolheu 53 veículos, sendo dois por adulteração. Nove motoristas foram autuados por conduzirem crianças sem a cadeirinha para menores e outros 29 por ultrapassagens. 55 motociclistas foram multados por falta do capacete.
Uma agência dos Correios foi alvo de pelo menos dez suspeitos na madrugada desta segunda-feira (5), na cidade de Coremas, no Sertão da Paraíba. De acordo com a Polícia Militar, um grupo armado explodiu o cofre da agência. Até às 6h40 desta segunda-feira, não havia confirmação se os suspeitos conseguiram levar o dinheiro.
Antes de fugir, os suspeitos chegaram a atacar o destacamento da Polícia Militar deixando duas viaturas atingidas por tiros, mas niguém ficou ferido. O grupo fugiu com destino a cidade de São José de Lagoa Tapada. A Polícia Militar continua fazendo rondas na região para localizar os suspeitos.
Após esse ataque, os moradores da cidade de Coremas ficam sem nenhum correspondente bancário, já que no mês de outubro as duas agências bancárias da cidade foram explodidas. No ataque, cerca de 20 suspeitos invadiram a cidade por volta de 1h da madrugada e explodiram caixas eletrônicos das duas agências bancárias.
Após essa explosão, os suspeitos fugiram e jogaram grampos nas estradas para impedir alguma ação policial. A adminsitração das agências não informou se os suspeitos conseguiram levar algum dinheiro do local.
A chegada do 13º salário coincide com o aumento de gastos típicos de final de ano, como troca de presentes, ceia de Natal e viagens. Mas é preciso considerar as despesas previstas para o início de 2019, além de olhar para a vida financeira e usar essa renda extra de forma consciente, respeitando o padrão de vida da família.
Para o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, é importante entender que o 13º salário foi criado para ser uma gratificação de fim de ano, algo a ser recebido pela população como um presente. Hoje, muitos contam com ele para pagar as dívidas que já têm ou para começar novas. Ele avalia que esta é uma evidência de que em geral as pessoas gastam mais do que a sua renda permite.
“Dinheiro extra não deveria ser utilizado para quitar dívidas, afinal de contas, o correto é planejar e ter compromissos financeiros que caibam no orçamento mensal. O 13º, então, pode ser poupado, investido (para render) e destinado para a realização de sonhos de curto prazo (a serem realizados em até um ano), médio prazo (de um a dez anos) e longo prazo (acima de dez anos)”, explica.
O especialista separou dicas de como evitar erros comuns no uso do 13º salário.
Fazer as compras de fim de ano
Muitas pessoas vão utilizar o 13º salário para fazer as compras de final de ano, o que não é errado, desde que isso já tenha sido programado. Uma maneira de fazer isso é escolher uma época do ano (geralmente o início). Se puder inserir as despesas com a ceia de Natal e os presentes já no orçamento financeiro mensal e poupar o 13º inteiramente para os sonhos, melhor ainda.
Quitar as dívidas
Para aqueles que estão endividados e veem esse dinheiro extra como a solução dos problemas, saiba que ele não é. O ideal é que os compromissos financeiros caibam no orçamento financeiro mensal.
Antes de sair pagando as dívidas, analise todas elas, saiba o total, os juros, os prazos, enfim, reúna todas as informações possíveis. A partir daí, tente renegociar esses valores com o credor e então veja a possibilidade de usar o 13º para quitar uma dívida e resolver o problema.
Poupar e investir
Há pessoas que estão em uma “zona de conforto”, ou seja, não devem, mas também não poupam. A esses, faço um alerta para que ajam com consciência, pois um passo em falso pode levá-los ao endividamento e até à inadimplência, uma vez que não possuem reserva financeira para se apoiar.
É claro que cada pessoa usa o 13º salário como bem entender e julgar coerente, no entanto, já que não possui dívidas, é importante que se guarde boa parte dele, para começar a formar essa reserva e também para realizar mais sonhos, de agora em diante.
Para os investidores, mesmo que iniciantes, a melhor opção para utilizar o 13º é continuar investindo, tendo sempre um objetivo, seja ele qual for. A conclusão que podemos tirar é que dinheiro extra é muito positivo quando utilizado com educação financeira.
A doença de Parkinson pode ter origem nas profundezas do sistema digestivo, de acordo com um novo estudo realizado por cientistas norte-americanos.
A pesquisa, publicada na revista Science Translational Medicine, descobriu que as pessoas que tiveram seu apêndice removido tinham menos chance de desenvolver essa doença neurodegenerativa.
Segundo os cientistas, no apêndice, pequeno órgão cuja utilidade no corpo humano ainda é uma dúvida, há a acumulação de uma proteína associada ao Parkinson, a alfa-sinucleína. Mutações dessa proteína foram encontradas em pacientes com a doença em pesquisas realizadas anteriormente.
Viviane Labrie, uma das autoras do estudo, disse que essa proteína “é capaz de viajar pelo nervo que conecta do trato gastrointestinal (onde fica o apêndice) até o cérebro, se disseminar e ter efeitos neurotóxicos”.
A organização sem fins lucrativos de pesquisa e apoio Parkinson UK, do Reino Unido, diz que a descoberta representa a evidência mais forte de que a origem da doença pode estar localizada fora do cérebro.
Na doença de Parkinson, proteínas tóxicas se acumulam no cérebro e matam os nervos, especialmente aqueles ligados ao movimento. Embora possa parecer contraintuitivo, há evidências crescentes de que o sistema digestivo está ligado à doença.
Papel do sistema digestivo e do apêndice
Pesquisadores do instituto Van Andel Research, em Michigan, nos Estados Unidos, analisaram dados médicos de 1,6 milhão de suecos em mais de 50 anos. Eles constataram que o risco de desenvolver a doença de Parkinson foi 19% menor naqueles pacientes que haviam passado pela cirurgia de remoção do apêndice.
O estudo, no entanto, aponta que essa relação ocorreu apenas em pacientes que retiraram o órgão anos antes de desenvolverem os primeiros sinais de Parkinson. Aqueles que retiraram o órgão após apresentarem sintomas de Parkinson não tiveram nenhuma melhora no quadro.
A pesquisa também mostrou que quase todas as pessoas estudadas tinham a proteína alfa-sinucleína em seu apêndice.
O apêndice é uma pequena bolsa localizada na entrada do intestino grosso e é visto, pela maioria dos cientistas, como um órgão sem utilidade, daí muitas pessoas viverem normalmente sem ele após sua retirada por causa da inflamação apendicite.
“Apesar de ter uma reputação de algo completamente desnecessário, o apêndice desempenha um papel importante no nosso sistema imunológico, na regulação da composição de nossas bactérias intestinais e agora, como mostramos com o nosso trabalho, na doença de Parkinson”, diz a pesqusiadora Labrie.
O apêndice obviamente não é o único fator que entra em jogo na doença Parkinson . Nesse caso, removê-lo resolveria o problema.
Mas os pesquisadores argumentam que o sistema digestivo é um solo fértil para essa proteína alfa-sinucleína, que viaja através do nervo vago até o cérebro.
Labrie diz que o estudo não quer fazer com que as pessoas removam o apêndice.
“Não estamos promovendo a apendicectomia como uma forma de proteger contra a doença de Parkinson”, afirmou. “Seria muito mais sensato controlar ou reduzir a formação excessiva de alfa-sinucleína para reduzir sua superabundância ou impedir que ela escape.”
De acordo com a pesquisa, a diminuição do risco de Parkinson só foi observada nos pacientes que retiraram o apêndice bem antes de apresentarem qualquer sintoma da doença
O interesse pelo papel do sistema digestivo no desenvolvimento do Parkinson está crescendo.
Isso porque os pacientes geralmente relatam problemas digestivos.
Diferenças
“Esta pesquisa é verdadeiramente importante porque nos dá uma das evidências mais convincentes até o momento de que a doença de Parkinson pode começar fora do cérebro, e esta é uma ideia revolucionária que está começando a surgir no mundo científico”, diz à BBC News Claire Bale, da organização Parkinson UK. “Entender onde e como Parkinson se origina será absolutamente crucial no desenvolvimento de tratamentos que possam pará-lo e potencialmente preveni-lo.”
Uma guarnição da Polícia Militar prendeu um jovem e apreendeu uma moto CG 125, Azul, placa HXA 5408 do CE, que era pilotada por ele. A ação da ocorreu na noite deste sábado (3), na rua Coronel José Peixoto, próximo à escola José Leite, no centro da cidade.
De acordo com informações do Copom da 2ª Companhia de Polícia Militar, a guarnição fazia rondas, quando se deparou com o jovem na moto, que se encontrava sem placa e resolveu fazer a abordagem. Depois de averiguar os documentos do veículo, através do INFOSEG, os policiais descobriram que se tratava de objeto de roubo.
O condutor do veículo foi levado para a Delegacia de Polícia Civil plantonista na cidade de Itaporanga, onde foram tomadas as medidas cabíveis. Já a moto foi levada para o pátio da 2ª Companhia, onde ficará à disposição da justiça local.
Um alimento a partir da fermentação de grãos de feijão, chamado tempeh, produto original da Indonésia usualmente feito de soja, foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e equipe da pesquisadora Priscila Zaczuk Bassinello, da Embrapa Arroz e Feijão (GO). Ele ainda é pouco conhecido dos brasileiros e pode ser consumido como um hambúrguer vegetal no recheio de sanduíches. Rico em fibras, proteína e minerais, como zinco, ferro e cálcio, o hambúrguer de tempeh de feijão (HTF) da Embrapa pode também ser empregado em dietas sem proteína animal como substituto da carne em sopas, saladas e molhos para massas.
Com forte apelo em nichos comerciais com linhas vegetarianas ou veganas, o tempeh não é algo simples para ser preparado por consumidores. Produzido com grãos sem casca, inteiros ou não, o tempeh de feijão (TF) passa agora por aperfeiçoamento em sua composição, para aumentar a sua aceitabilidade. A empresa Totale Vegan, parceira nessa pesquisa, com sede em Resende (RJ) e experiência no mercado, ficou interessada no produto e, como já fabrica e comercializa o tempeh de soja, acenou com possível inclusão do produto à base de feijão em sua linha de produção. Após a conclusão da fórmula, ela deverá ser disponibilizada tanto para a indústria como para os demais interessados, quando a receita do hambúrguer à base de tempeh de feijão também será divulgada, inclusive para preparo doméstico.
Para a produção do tempeh que deu origem ao hambúrguer dessa pesquisa, optou-se pelo feijão do tipo carioca, cultivar BRS-Pérola, que possui boa representação de padrão comercial. Também foi desenvolvido com sucesso a partir de feijão branco, cultivar BRS-Ártico. A ele, adicionaram-se temperos tradicionais da culinária popular, como alho, cebola, pimenta e azeite. Os grãos foram multiplicados em experimentos conduzidos na Fazenda Capivara, sede da Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás.
Os ingredientes utilizados na produção dos hambúrgueres foram homogeneizados em multiprocessador culinário e moldados manualmente. A massa moldada de hambúrgueres foi grelhada em frigideira antiaderente, untada com azeite, dourando em ambos os lados.
O que é tempeh?
O tempeh é um alimento originário da ilha de Java, na Indonésia, tradicionalmente produzido por meio de fermentação do grão da soja, pelo fungo Rhizopus oligosporus. Normalmente consumido frito, cozido ou assado, é um produto atrativo pelo sabor, textura e propriedades nutricionais, adotado como substituto da carne, devido à sua riqueza proteica. Para o tempehde feijão brasileiro, adotou-se o mesmo fungo.
Análise Sensorial
Os testes sensoriais foram aplicados no Laboratório de Microbiologia da Faculdade Metropolitana de Anápolis (FAMA) e em um mercado gourmet de um bairro residencial de Goiânia. A aceitação dos hambúrgueres com tempeh de feijão foi avaliada pela aparência, aroma, sabor e impressão global, por um grupo de 82 provadores não treinados e que nunca haviam consumido esse alimento à base de tempeh.
Para comparação, foi utilizado o hambúrguer elaborado à base de tempeh de soja, produto já disponível no mercado, com boa aceitação entre consumidores das diversas regiões do País. A avaliação baseou-se em escala hedônica de nove pontos, na qual o 9 significa Gostei Muitíssimo e o 1 Desgostei Muitíssimo.
Segundo Priscila Bassinello, geralmente é com a apresentação visual do alimento que o provador, em seu imaginário, seleciona os sabores que espera sentir. Isso afirma o provável sucesso do HTF, já que, quanto à aparência, foi grande sua aceitação, passando de 75% a frequência de provadores que consideraram “agradável” o aspecto dos hambúrgueres de tempeh, remetendo aos hambúrgueres de carne de frango.
Busca por hábitos mais saudáveis
Com o interesse de boa parte da população por hábitos de consumo mais saudáveis, e a busca por produtos que aliem saciedade, sensação de prazer, sabor e benefícios à saúde, a indústria alimentícia vem diversificando sua oferta e mudando o foco de sua linha de produção. Em uma lista diversa, destacam-se os fermentados, como o kefir, o iogurte probiótico e o tempeh.
Quanto ao aroma, a aprovação ultrapassou os 55% dos provadores, mas, em relação ao sabor, houve uma rejeição por parte de 42% dos participantes. Parece haver um sabor amargo residual. Além da possibilidade de um tempo de cozimento insuficiente dos grãos para fermentação, esse fato pode ser explicado pelo odor do feijão não fazer parte da memória olfativa, ligada ao aroma de hambúrguer já experimentado pelo provador, e, como o paladar (sabor) envolve uma mistura de sensações gustativas, táteis e também ligadas diretamente ao olfato, o participante do teste tem a mesma dificuldade de reconhecer de imediato como agradável. “Quando se imagina ou visualiza um alimento, automaticamente, aroma e sabor são buscados no subconsciente e, ao prová-lo, espera-se sensação parecida com o já conhecido”, diz Bassinello.
Os estudos mostram que são necessárias, ainda, melhorias nas técnicas de produção da matéria-prima, em especial o cozimento, e do produto final, experimentando novas receitas, novos ingredientes ou adequando os já utilizados, de modo a aumentar a aceitabilidade nos testes sensoriais. Já é possível, entretanto, inferir que o produto à base de feijão tem potencial como boa alternativa para compor uma alimentação saudável, alvo da indústria alimentícia atualmente, podendo apresentar nova perspectiva de uso do grão, contribuindo para a promoção da cadeia produtiva, por meio de agregação de valor ao produto.
Parceria
Os estudos sobre o hambúrguer de tempeh de feijão (HTF) foram conduzidos na Embrapa, com participação da estudante de mestrado da Escola de Agronomia da UFG Aline Oliveira Colombo, e da graduanda do curso de Nutrição da Universidade Paulista (UNIP) Rayane de Jesus Vital. A parceria teve ainda, por parte da UFG, a colaboração da equipe do Instituto de Química e do Laboratório de Controle Higiênico-Sanitário de Alimentos, da Faculdade de Nutrição, além do apoio dos Laboratórios de Microbiologia da FAMA e do SENAI (Anápolis).
A cepa de Rhizopus oligosporus, utilizada para a produção do tempeh, foi adquirida da coleção de culturas tropicais da Fundação André Tosello Pesquisa e Tecnologia (FAT), em Campinas (SP). Como amostras de referência de tempeh de soja (TS), foram adquiridos produtos comerciais congelados, de lote único, junto ao fabricante Totale Vegan.
O processo de revisão dos benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já é responsável por uma economia de R$ 13,8 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). São recursos que estavam sendo pagos para pessoas que já estavam aptas para o trabalho, mas continuavam recebendo indevidamente os benefícios por incapacidade.
Desde agosto de 2016, cerca de 1,1 milhão de perícias de revisão foram feitas pelo INSS. Um total de 552 mil benefícios foram cancelados após a perícia, o equivalente à metade das revisões realizadas – 77 % foram invalidados após a análise, somando 359.553 benefícios. Já entre as aposentadorias por invalidez verificadas, 29% foram cessadas após as perícias.
O ministro Alberto Beltrame, destaca que o objetivo é destinar os recursos do Fundo da Previdência para quem realmente precisa. “É importante ressaltar que, a partir do ano que vem, a economia se mantém. Serão mais R$ 7 bilhões por ano que deixarão de ser pagos indevidamente às pessoas que estavam no auxílio-doença e que já tinham recuperado a capacidade de trabalho. Essa medida é uma grande inovação e um aperfeiçoamento na governança dos benefícios previdenciários. São recursos extremamente importantes e viabilizaram a adoção de novas e melhores políticas sociais pelo governo brasileiro.”
Das mais de 1,1 milhão perícias realizadas, mais de 900 mil foram feitas de março a outubro deste ano. A agilidade no pente-fino do INSS só foi possível porque 96% dos médicos peritos do órgão aderiram ao Programa de Gestão das Atividades Médico Periciais, que avalia a produtividade e não o número de horas trabalhadas.
Segundo Alberto Beltrame, a expectativa é a de que o processo seja finalizado até dezembro. “Estamos deixando de legado ao próximo governo um sistema de benefícios previdenciários limpo de fraudes e de pagamentos indevidos, com uma economia muito significativa”, garantiu Beltrame.
Mais de 110 mil benefícios ainda vão passar por revisão. Estão participando do processo os beneficiários que há mais de dois anos não passam por uma perícia médica e aqueles com menos de 60 anos que recebem a aposentadoria por invalidez. Os beneficiários que receberem as cartas do INSS têm 5 dias úteis para agendar a perícia pelo telefone 135.